quarta-feira, março 30, 2011

Vereador: o melhor emprego do mundo 

Sem grandes cobranças em relação à frequência, parlamentares têm hora trabalhada 110 vezes mais cara que a dos assalariados. AQUI
Ditadura partidária
 
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, alertou para a necessidade de mudanças na lei orgânica dos partidos políticos para evitar o que chamou de “ditadura partidária”.
Segundo ele, “a reforma política deve começar pela mudança das regras de funcionamento dos partidos para que eles tenham mais transparência e possam ser fiscalizados”.AQUI

Municípios - os indícios são de desvios bilionários

O Globo - 30/03/2011
 
Ainda no primeiro ano da Era Lula, em 2003, a Controladoria-Geral da União (CGU) começou a sortear municípios para auditar as despesas feitas pelos prefeitos com recursos repassados pelo Executivo federal. Como mais de dois terços das 5.564 prefeituras só não fecham as portas porque recebem recursos de Brasília e dos estados, por meio dos fundos de participação, acompanhar o caminho percorrido por este dinheiro é fundamental para se medir a qualidade da administração municipal.

O resultado de uma daquelas primeiras auditorias foi alarmante: das 131 prefeituras visitadas pelos auditores da CGU, pouco mais de 90% haviam cometido irregularidades na aplicação dos recursos federais. Entre elas, algumas muito conhecidas: superfaturamento por meio de licitações viciadas e gastos com obras inexistentes. O dinheiro, claro, foi para bolsos privados.

À época, estimou-se em 30% a proporção dos repasses federais desviados. Cairiam, então, nesses desvãos municipais da corrupção R$60 bilhões por ano. Ou o suficiente para sustentar o Bolsa Família por mais de um mandato inteiro (quatro anos), dinheiro suficiente para financiar a revolução na educação básica de que o Brasil necessita de maneira visceral, e ainda sobraria para investimentos na precária infraestrutura do país.

Quase oito anos depois, o descaso continua, com destaque para os setores de Saúde e Educação, segundo afirmou ao GLOBO o ministro-chefe da Controladoria, Jorge Hage. Nas auditorias nos municípios são nestas áreas que os auditores encontram mais irregularidades.

No caso da Saúde, investigações realizadas em repasses feitos entre 2007 e 2010 encontraram um desvio de R$662,2 milhões. Porém, como apenas 2,5% das transferências no âmbito do SUS são auditadas, R$154 bilhões do contribuinte foram despejados, no período, em estados e municípios sem qualquer controle.MAIS
DEMOCRACIA DEFEITUOSA: AUTORIDADES NÃO SÃO RESPONSÁVEIS E RESPONSABILIZÁVEIS

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Mas continuamos com uma democracia defeituosa em vários aspectos, desde logo no que tange ao respeito à lei. Entre nós, as autoridades não são realmente accountable, vale dizer, responsáveis e responsabilizáveis. Do presidente da República  ao prefeito, do governador ao diretor de um hospital de bairro, todos respeitam a lei quando acham que devem – ou seja, não respeitam a lei. BLOG DO LAMOUNIER

terça-feira, março 29, 2011

Democracia é um subproduto da educação

28 de março de 2011 | 0h 00


Fernão Lara Mesquita - O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff disse ao Valor no dia 17 que acha fundamental o Brasil apostar na formação de profissionais fora do País, especialmente nas áreas das ciências exatas, e que vai procurar parcerias com os Estados Unidos para um amplo programa de bolsas de estudos.

Nada mau para uma ex-guerrilheira, presidente do governo de um partido que, até há pouco, abraçava a ignorância como um valor e, desde sempre, teve a xenofobia como uma de suas marcas registradas.

As revoluções políticas têm sido cultuadas por aquilo que, na verdade, nunca conseguiram entregar. Bem olhados os fatos, o que elas normalmente fazem é substituir um opressor por outro à custa de muito sangue e muito sofrimento.

Democracia mesmo - é o que a História confirma - é sempre um subproduto das revoluções educacionais.

A primeira grande revolução educacional da era moderna foi o Protestantismo.
Quando Gutemberg tornou a Bíblia acessível a todos e Lutero denunciou a falsidade das "verdades" com que a Igreja sustentava o sistema de opressão que compartilhava com as monarquias absolutistas, o mundo se iluminou.

Na Inglaterra, os primeiros "protestantes" da mentira que prevalecera até então andavam pelo país, batendo de porta em porta, para ler a Bíblia para a multidão analfabeta e deixar-lhe a mensagem subversiva: "Não aceitem as verdades que vos chegam prontas! Aprendam a ler para poderem buscá-la por si mesmos. Só a educação liberta!".

Era essa a essência da revolução de Lutero, que fez uma única exigência aos príncipes alemães interessados em se livrar do papa insuflando o Protestantismo: educação obrigatória e gratuita para todos, bancada pelo Estado.

Foi assim que nasceu o mundo moderno.

Livre para voar, a inteligência, fertilizada pela experimentação, fez o mundo "renascer". E o pensamento científico, desafiando a religião, redesenhou toda a realidade à nossa volta.

Depois disso nada mais foi como era antes.

A Inglaterra plantou o marco inicial submetendo o rei ao Parlamento e o Parlamento ao povo. E a sua extensão americana, tomando por base o novo Universo newtoniano de corpos celestes em permanente movimento mantidos em suas órbitas pela ação das forças e contraforças da gravidade, desenhou a democracia de poderes independentes funcionando dentro de um regime de checks and balances e instituiu o esforço e o mérito individuais como únicos critérios de legitimação da riqueza e do poder que vem com ela.

A democracia moderna nasce da primeira grande vitória do pensamento científico sobre a ideologia (religião). E, daí por diante, seus progressos e retrocessos estarão sempre ligados a esse embate.

Um século mais tarde, o desmoronamento da economia e da sociedade rurais a mergulharia na sua primeira grande crise. Enfiando-se caoticamente por um território institucional virgem de instrumentos capazes de ordená-la, a economia industrial aprofundou a concentração da renda e a miséria e levou a corrupção a patamares inéditos. E a consequente desmoralização da democracia criou o caldo de cultura propício ao desenvolvimento de novos regimes de força.

A democracia resistiu e, eventualmente, reformulou-se, onde tinha fundamentos na educação. E caiu aos pedaços onde - como em Portugal, por excelência - tinha sido fruto de transplantes tão artificiais quanto superficiais, feitos apenas para dar sobrevida às velhas oligarquias de sempre.

Nos Estados Unidos a lei antitruste e as ferramentas de democracia direta inspiradas no modelo suíço - leis de iniciativa popular, referendo e recall (direito de impeachment a qualquer momento de qualquer funcionário eleito por iniciativa popular) -, conquistadas ao longo de uma luta de quase 40 anos, armaram a cidadania para retomar o controle do processo político e restabeleceram a legitimidade do sistema representativo.

Mas o que relançou a democracia americana para o seu período de apogeu, no século 20, foi mais uma profunda reforma educacional inspirada no chamado "movimento anti-intelectualista americano", que concentrou fortemente o ensino público nas ciências exatas, plantou as bases da revolução tecnológica e projetou a economia daquele país para os patamares de hoje.

O Japão, destruído moral e materialmente ao fim da 2.ª Guerra, foi o próximo a embarcar nas asas da educação. Convencido de que tinha perdido a guerra para a ciência do inimigo, concentrou-se absolutamente na construção de um sistema de educação para a ciência, a tecnologia e a inovação que, em pouco mais de 40 anos, transformou aquela pequena ilha desprovida de tudo, menos de gente com vontade e conhecimento, na segunda maior economia do mundo.

Coreia do Sul e Taiwan, igualmente sem recursos naturais e ameaçadas pelas ditaduras de que se tinham desmembrado, seguiram-lhe os passos por caminhos semelhantes aos que Dilma prescreve para o Brasil. Importaram técnicos e cientistas japoneses para ensinar o que sabiam em seus territórios, ao mesmo tempo que mantinham programas maciços de bolsas de estudos no Ocidente para seus estudantes.

A história é exatamente semelhante em todas as democracias construídas no século 20.

Com a educação pública inteiramente aparelhada ideologicamente e o sistema voltado exclusivamente para os interesses corporativos que o parasitam, é sempre aí que despertam, com o ânimo aplastado, todos quantos sonham com um Brasil democrático e sem miséria.

Saber que a presidente da República é um destes e está disposta a derrubar essa barreira, ainda que seja começando por formar uma nova geração de futuros professores onde quer que eles possam de fato aprender, é altamente animador.
 
JORNALISTA, ESCREVE NO SITE WWW.VESPEIRO.COM
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segunda-feira, março 28, 2011

MST vive crise e vê cair número de acampados

Autor(es): Roldão Arruda e José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
O Estado de S. Paulo - 28/03/2011
Total de sem-terra à espera de lotes no País passou de 400 mil em 2003 para 100 mil no ano passado; Bolsa Família ajudou a esvaziar movimento

Às vésperas do início de sua jornada nacional de lutas, o chamado "abril vermelho", o Movimento dos Sem Terra (MST), a maior organização do País dedicada à defesa da reforma agrária, enfrenta um dos desafios mais dramáticos de sua história: a contenção do rápido esvaziamento de seus acampamentos.

No primeiro ano do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, existiam 285 acampamentos de sem-terra no País, de acordo com levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Em 2009 a quantidade despencou para 36. Em 2010 o número foi ainda menor, segundo dados preliminares do novo relatório da CPT que será divulgado nos próximos dias; e em 2011 as dificuldades de mobilização só aumentam. Dias atrás, o militante Luciano de Lima, um dos coordenadores do movimento no interior de São Paulo, teve dificuldade para reunir 27 pessoas na invasão de uma área da Ferroban, em Paraguaçu Paulista.

O total de pessoas acampadas no País passou de 400 mil para menos de 100 mil entre 2003 e 2010, segundo estimativas da direção nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para o secretário da coordenação nacional da CPT, Antonio Canuto, o esvaziamento é acentuado.

Líderes do MST admitem o problema. A causa principal, na opinião deles, seria o crescimento do número de postos de trabalho no País, especialmente na construção civil. Em entrevista ao Estado (leia nesta página), Gilmar Mauro, que faz parte da coordenação nacional e é reconhecido como um dos principais ideólogos do movimento, observa que a construção civil absorve grande volume de trabalhadores egressos do campo, com pouca especialização profissional, que eram os primeiros a se mobilizar pela reforma, desejosos de retornar ao local de origem.

Para Antonio Canuto é preciso considerar também a falta de empenho do governo na execução da reforma. "Ninguém se dispõe a passar anos debaixo da lona de um acampamento se não houver uma perspectiva mínima de atendimento de suas reivindicações", diz. "No início do mandato de Lula as pessoas acreditavam que ele faria a reforma e por isso foram para os acampamentos. Com o tempo percebeu-se que o empenho do governo não era tão forte como se havia prometido. Agora a situação é pior: a reforma não está no horizonte do novo governo."

O professor Bernardo Mançano Fernandes, do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma (Nera), ligado à Unesp, diz que é preciso considerar também a influência do Bolsa Família. Na sua avaliação, o programa deu mais opções de sobrevivência às famílias mais pobres, que relutam na hora de se deslocar para o acampamento, onde enfrentam muitas dificuldades.

Tanto o representante da CPT quanto o professor acreditam que se trata de uma situação conjuntural. Para eles, a demanda pela redistribuição de terras ainda é forte e os movimentos de sem terra podem voltar a ganhar força. Mas também há quem acredite que essa tendência é irreversível e está ligada às enormes transformações que estão ocorrendo na área rural, com investimentos maciços em projetos agroindustriais, principalmente relacionados à produção de etanol. A área de terras disponíveis para a reforma tende a ficar cada vez menor.
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Comentário: iniciado o processo de industrialização de um país, a tendência é a urbanização (êxodo rural). Nos países adiantados  (industrializados) a população rural é menor que 10%, menor que 5 % em alguns casos.  No Brasil, a população rural vem caindo, está em torno de 19 %.

Ou seja, quanto mais industrializado (e mais rico) for um país, menor é a sua população rural.

O MST está na contramão da história. O que as pessoas querem é emprego na cidade.

Distrital, já!

Luiz Felipe D’Ávila, Veja online:

Nos últimos vinte anos, a reforma política esteve várias vezes na pauta do Congresso, mas ela nunca conseguiu percorrer o longo e sinuoso caminho das comissões parlamentares e do plenário até se tornar lei. O motivo é simples. Os deputados temem que a alteração das regras do sistema eleitoral possa afetar as chances de eles se reelegerem. A única maneira de fazer a reforma política avançar no Congresso é por meio da mobilização da opinião pública e da pressão da sociedade. O desafio de levar o tema para as ruas e engajar as pessoas na luta pela reforma política exigirá respostas claras e objetivas a três questões fundamentais:

1) Como o sistema eleitoral afeta a vida das pessoas?
2) Por que a reforma política é um tema tão importante para o país?
3) O que devemos fazer para mobilizar a sociedade?

O sistema eleitoral afeta dramaticamente a relação das pessoas com a política. O voto proporcional e as regras das coligações partidárias produzem um Parlamento distante dos interesses da sociedade. A eleição para deputado transformou-se numa caçada de votos pelo estado. A capacidade de o candidato conquistar recursos financeiros, extrair benefícios das coligações do seu partido e contar com o apoio dos “puxadores de voto” e da máquina partidária é infinitamente mais importante do que o mérito e o desempenho pessoal da sua atuação no Parlamento. E o que isso tem a ver com a vida cotidiana das pessoas? Tem tudo a ver. Deputados “genéricos” vagam pelo universo político e aproveitam a falta de fiscalização e de cobrança dos eleitores para propor projetos “populares” que consistem fundamentalmente em aumentar de modo irresponsável o gasto público e pressionar o setor produtivo com aumento de impostos e taxas que consomem quase 40% do PIB.

A atuação do deputado “genérico” é agravada pelas distorções do voto proporcional. Um estudo publicado por Persson e Tebellini revela como o sistema eleitoral impacta as contas públicas. Países que adotam o voto proporcional têm gastos públicos mais elevados, despesas maiores com a previdência social e um déficit público maior que os dos países que adotam o voto majoritário.

                          Voto majoritário         Voto proporcional

Gastos do governo         26%                 35%
Previdência                   5,5%                13%
Déficit                          2,9%               3,9%

Deve-se debitar grande parte do descrédito do Parlamento ao sistema eleitoral. Suas regras contribuem para distorcer o desejo da maioria do eleitorado, distanciar o eleitor dos seus representantes e enfraquecer o Poder Legislativo. O Congresso, as assembleias estaduais e as câmaras de vereadores costumam ser citados como as instituições menos confiáveis do país. Não é por outra razão que 70% dos eleitores não recordam em quem votaram para deputado na última eleição. Essa amnésia é péssima para a nossa democracia.

A reforma política tem de ser tratada como prioridade nacional. A existência da democracia depende da credibilidade das suas instituições. O voto proporcional contribuiu para distorcer o conceito de equilíbrio constitucional entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – um dos preceitos essenciais do bom funcionamento do sistema presidencialista. Ao produzir um Parlamento fragmentado em dezenas de partidos, o Legislativo sucumbiu à pressão do Poder Executivo. A hipertrofia do Executivo reforça a ideia do personalismo político e minimiza a importância das instituições. Cria-se a falsa percepção de que as soluções para dificuldades e problemas não são obtidas por meio das instituições, mas por meio da propina, da troca de favores e de contatos pessoais com pessoas ligadas ao governo.

Instituições fracas colaboram para a proliferação da corrupção. Elas corroem a confiança nos poderes constitucionais, a continuidade das políticas públicas e a previsibilidade das ações governamentais. A indústria da propina, a troca de favores e o contorcionismo legal e ilegal para superar dificuldades, obter vantagens ou livrar-se das amarras burocráticas distorcem as regras de mercado, afetam os investimentos e levam a sociedade a perder a confiança nas instituições. Um sistema eleitoral que contribui para a ineficiência do gasto público, sequestra quase metade da renda nacional por meio de impostos e produz um Parlamento que conta com a indiferença e o menosprezo da população precisa ser urgentemente reformado.

A mobilização popular é essencial para conter a discussão das falsas reformas no Parlamento. Há duas formas clássicas empregadas pelos parlamentares para fugir de assuntos polêmicos. A primeira é criar uma comissão parlamentar e preenchê-la com membros que não se interessam em mudar as regras do jogo. A segunda é apresentar propostas para alimentar a discussão no Parlamento e na imprensa e esperar que o tema esfrie e saia da pauta política. Trata-se da famosa introdução do “bode” na sala para depois retirá-lo. Os dois “bodes” da reforma política são o “distritão” e o “voto em legenda”. Ambas evitam discutir o tema que tira o sono dos deputados: aumentar a cobrança e a fiscalização do eleitor.

- No “distritão”, vencem o pleito os deputados mais votados no estado. Acaba-se com o voto proporcional, mas se preserva o deputado “genérico”: aquele que diz representar todos os eleitores do estado, mas não representa ninguém, a não ser os interesses dos financiadores de campanha e os seus próprios. O “distritão” vai colaborar para a proliferação de deputados Tiriricas.

- No caso do “voto em legenda”, o eleitor perde o direito de escolher pelo voto direto o seu deputado. Vota-se na legenda, e o partido escolhe o deputado: uma maneira criativa de garantir a eleição de deputados mensaleiros que não seriam eleitos pelo voto distrital.

A mobilização das pessoas em torno da reforma política poderá ser mais rápida se os ganhos e os benefícios do voto distrital forem facilmente compreendidos. No voto distrital, ganha a eleição o deputado mais votado no seu bairro, distrito ou região. É a “diretas já” para o deputado do bairro. O voto distrital vai acabar com a gincana eleitoral que transformou a campanha para deputado numa das mais caras do mundo. Em vez de percorrer o estado à caça de votos, o candidato terá de disputar votos numa única região. Além de reduzir dramaticamente o custo da campanha, o eleitor saberá quem é o parlamentar que representa o seu distrito no Parlamento, onde ele mora, o que ele pensa e o que faz pela sua região. Aproximar o eleitor do seu deputado e permitir que ele possa ser cobrado, fiscalizado e avaliado de acordo com o seu desempenho no Parlamento representa um enorme avanço para o resgate da credibilidade de um poder desprestigiado. Deputados não podem ser representantes “genéricos” dos eleitores. Eles devem representar os interesses da comunidade, distrito ou região que os elegeu. Bons parlamentares querem ser cobrados e fiscalizados para que possam ser reeleitos por causa dos seus feitos, ideias e projetos.
A reforma política que importa para o país tem de atingir dois objetivos: aproximar o eleitor do seu representante e fortalecer o Poder Legislativo. Somente o voto distrital é capaz disso.
SE A MODA PEGA ... 

***

Moradores de Curralinho depredam prefeitura e câmara municipal porque vereadores não abriram processo de cassação do prefeito

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RAPHAEL VELEDA
DE BELO HORIZONTE
Moradores de Curralinho, cidade de 28 mil habitantes na Ilha de Marajó, no Pará, incendiaram ontem (25) a Câmara Municipal e apedrejaram a prefeitura e duas secretarias porque os vereadores não abriram processo de cassação contra o prefeito Miguel Pedro Pureza Santa Maria (PSDB).
O prefeito é acusado pela CGU (Controladoria-Geral da União) de não ter comprovado investimentos de R$ 9,7 milhões com recursos federais. Há suspeitas de que o dinheiro, repassado pelos ministérios da Educação (R$ 8 milhões) e da Saúde (R$ 1,7 milhão), tenha sido desviado. O prefeito não foi encontrado pela reportagem.
De acordo com a Polícia Militar da cidade, cerca de 500 moradores acompanhavam, de uma praça, a sessão da câmara que votava a abertura de processo contra o prefeito na tarde da última sexta-feira (25).
O placar foi de três votos contra a abertura do processo, dois à favor e duas abstenções. O resultado da votação revoltou a população, que invadiu o prédio da câmara e ateou fogo aos móveis. Parte do prédio foi queimada, de acordo com a PM.
A prefeitura, que fica perto do local, e as secretarias de Saúde e Educação (áreas ligadas às supostas fraudes) foram atacadas com paus e pedras.
De acordo com a Polícia Civil do Pará, uma equipe da Superintendência Regional de Ilhas, que fica em Breves, a quatro horas de barco de Curralinho, foi enviada ao local para abrir um inquérito.
Vários acusados pelo vandalismo já foram identificados, de acordo com a polícia, mas não foram feitas prisões para evitar novos protestos.
Os acusados poderão responder por dano ao patrimônio público.

domingo, março 27, 2011

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quinta-feira, março 24, 2011

Ex-prefeito de Taquarivaí é preso por desvio de verba pública

Quantcast
Por Renata Oliveira, Diário de Iguape

A Justiça de Itapeva expediu no início do mês mandado de prisão contra Sebastião Rodrigues de Barros, ex-prefeito da cidade de Taquarivaí, condenado por desviar verba pública em proveito próprio. O mandado foi cumprido no último dia 14. Ele está na cadeia pública de Itapeva e aguarda transferência para uma colônia penal agrícola, industrial ou similar.
O ex-prefeito teve seu processo iniciado na 2ª Vara Judicial de Itapeva pela prática de crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 (art. 1º: São crimes de responsabilidade dos prefeitos municipais, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I – apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio). De acordo com a denúncia, Sebastião Barros, que assumiu a prefeitura no quadriênio de 2001/2004, desviara mais de R$ 930 mil, o que correspondia, à época, a cerca de 20% da receita do município, que era de R$ 5.342.306,83.
Em julgamento de apelação, o Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o ex-prefeito à pena de seis anos e oito meses de reclusão em regime inicial semiaberto e inabilitação pelo prazo de cinco anos para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação. A condenação já transitou em julgado, ou seja, esgotou-se a
possibilidade de recursos. A pena criminal não prejudica eventual reparação civil pelo prejuízo causado.
Processo nº 270.01.2005.008587-6 – Apelação Criminal nº 993.07.124075-3
Fonte: TJSP – CA (texto)
COLUNA DO SPC no jornal Gazeta

PSDB – um partido doente?

 
            Com o Democratas, partido da direita light na UTI, há tempo respirando por aparelhos, ninguém notou que o seu aliado histórico, o PSDB, dos coloridos tucanos, também está sofrendo do mesmo mal, uma doença em que os sintomas principais são desorganização, falta de lideranças, infidelidade partidária, entre outras sacanagens. Sintomas que vem de algum tempo se agravando com o risco de chegar ao ponto em que nem cirurgia resolve. Existem algumas esperanças de reverter esse quadro, mas, pelo rumo que as coisas estão tomando, difícil para o partido do meu amigo FHC e dos saudosos Franco Montoro e Mário Covas voltar a ser aquele partido que nasceu de uma dissidência do PMDB com a proposta de mudar os rumos políticos do país.
          Infelizmente, o corpo do partido está inchado, os aproveitadores transformaram o PSDB em sigla de aluguel, com as exceções de praxe. Tomamos por base Itapeva e região, mas pelo que se lê na grande imprensa esse mal está disseminado país afora. Em nossa região sudoeste paulista, mais conhecida como Ramal da Fome, os sintomas da doença chegaram aos estertores devido ao mau caráter político, tanto de prefeitos, vereadores como de dirigentes do partido, que não têm pudor de trabalhar, descaradamente, para candidatos de outras legendas. Aqui fala mais alto o din-din. E por cúmulo da ironia, o vereador Tarzan, o mais antigo e o mais infiel dos tucanos locais, recentemente, foi eleito presidente do partido. Aqui, o prefeito, que já foi petista, hoje se diz “tucano”, lidera essa infidelidade ao trabalhar, de mangas arregaçadas, para candidatos de outras legendas, inclusive para a presidente Dilma. E ninguém tá nem aí.
E não foi por falta de aviso. Este escriba já denunciou essa marotagem, em prosa e verso, o diretório estadual está ciente disso, mas em Itapeva e região ainda prevalece a vontade de uns tucanos de alta plumagem (mas que são de meia-tigela) que têm aqui o seu curralzinho eleitoral e dão força para os fisiológicos do partido. Uma vergonha. Em Itararé a comissão provisória foi formada por pessoas de elevado prestígio e respeito na cidade, presidida pelo empresário Helinton Scheidt do Vale, vice o dentista Luiz Arnaldo Pelissari, que assumiram o partido esfacelado e prometem devolver à sigla o antigo prestígio. Torcer para que eles não se percam na capação. Como os daqui.  Com tucanos da espécie itapevense, o PSDB não precisa do PT nem de outros partidos para perder eleições só deixar como está que os adversários agradecem. Não está pior porque o povo aqui não gosta muito do PT, sobra para os tucanos. Só por isso.                                                    
Tucano tenta ajudar petista
Ironia do destino. O vereador Tarzan (PSDB?) há anos vem tentando arrumar uma sinecura (mamata) para o seu amigo e ex-vereador petista Israel. Usando sua lábia, ele conseguiu que o presidente da Câmara, (ex-tucano) Paulo de La Rua, criasse um cargo “especial” para o seu amigo ficar lá em Brasília, fazendo contatos com políticos do PT a fim de viabilizar recursos, através de emendas parlamentares. Como no tempo em que o prefeito Cavani era petista. Dá para se acreditar numa coisa dessas? Qual será o motivo dessa obsessão, meio patológica, do Tarzan pelo Israel? Freud explica? Nada contra o Tarzanzinho ajudar o seu amigo, isso é bom, mas com dinheiro do contribuinte itapevense? Felizmente, para o erário municipal, o Israel não pode assumir por questões legais e o cargo deve ser extinto pelo Paulinho (a não ser que outro petista se candidate à vaga, aí...). Este escriba já preencheu sua ficha no PT. Quem sabe se...
                                                                      
E a saúde, como vai?                                              
            Segundo a vereadora Áurea Rosa (PTB) e mais umas quinhentas pessoas, a saúde em Itapeva vai de mal a pior. Ela citou, na tribuna da Câmara, apenas dois problemas: a falta de aparelhagem de oftalmologia para exames de vista, que já se arrasta há bastante tempo sem que o secretário Marco André encaminhe o caso para uma solução; e o affaire do oncologista, doutor Adriano, que por falta de condições de trabalho já fala em ir para outra cidade. Será que vamos perder mais esta oportunidade de melhorar e ampliar o sistema de saúde por incúria do Executivo Municipal e do seu Secretário de Saúde? Oremos.

segunda-feira, março 21, 2011

O farmacêutico mais antigo de SP nasceu em Itaberá e trabalhou em Itapeva na Farmácia Santana

Aos 90 anos, Paulo Queiroz Marques continua na ativa em sua farmácia em Higienópolis; se passar por lá, cumprimente-o com um abraço

20 de março de 2011 | 0h 00
 

Edison Veiga - O Estado de S.Paulo

Faz 50 anos. Mas é uma lembrança das mais fortes na memória do farmacêutico Paulo Queiroz Marques, de 90 anos, o mais velho em atividade no Estado de São Paulo. "Eu era o primeiro da fila", conta. Foi numa quarta-feira, 5 de julho de 1961. O Conselho Regional de Farmácia acabava de ser aberto em São Paulo e profissionais da área correram para apanhar as carteirinhas. A de Paulo saiu com o número 16. "De 1 a 15 eram os conselheiros e seus suplentes."

Diferentemente de muitos companheiros de fila, Paulo não era recém-formado. Seu diploma de farmacêutico, conferido pela Universidade de São Paulo (USP), já tinha 17 anos. De carreira, contava décadas: filho de um boticário do interior, Paulo começou a manipular medicamentos com 6 anos. Ele nasceu na cidade de Itaberá, região sudoeste do Estado. Seu pai, Joaquim Marques, era dono da única farmácia da cidade, a São Pedro. Quando Paulo tinha 5 anos, mudaram-se para Faxina - hoje Itapeva. "Meu pai comprou uma farmácia lá, a Sant"Anna", recorda.

Sua vida de farmacêutico precoce seria iniciada por conta de uma epidemia de malária que assolou a região. "Meu pai manipulava um medicamento, em cápsulas. A demanda era de mil unidades por dia. Os filhos todos começaram a ajudar (Paulo teve 12 irmãos)." Mesmo após a epidemia, a rotina de Paulo continuou sendo a farmácia do pai. Saía das aulas e corria para detrás do balcão. "Para mim, aquilo era uma brincadeira", conta. Aos 8 anos, já aplicava injeção. "Na primeira vez, fiquei nervoso. Mas aí a paciente disse que não doeu nada. Pensei que devia ter uma mão boa."

Caipira. Aos 18 anos, Paulo mudou para São Paulo. Para estudar. Morava em uma pensão no centro e começou a cursar Farmácia na USP - na época, o curso era no Bom Retiro. Quando chegou, ficou surpreso. "Eu era um caipira. Não conhecia nada de São Paulo com aqueles prédios majestosos", comenta. "Meus colegas falavam com linguajar refinado. Eu, com meu terno de brim, simples, e eles com carrão, filhos de industriais." Formou-se em 1944 e seu primeiro emprego na capital foi em um laboratório de análises clínicas na Avenida São Luís, no centro. Ficou lá dois anos.

Então apareceu uma oportunidade para que voltasse ao interior. Virou sócio de um laboratório em Ourinhos. Mas a aventura durou pouco mais de dez anos. "Minha mulher (nesse meio tempo, ele se casou), Daisy, é paulistana e não se acostumou." Em 1957, Paulo retornou a São Paulo. E foi trabalhar em uma farmácia que ficava na Praça Buenos Aires, em Higienópolis.

Guinada. Nova guinada em sua vida aconteceria em 1963. "Eu estava lendo o Estadão e vi o anúncio de que estava à venda um ponto para farmácia na Rua Itacolomi (também em Higienópolis)", conta. "Achei que era minha oportunidade de correr em raia própria." Marcou com o corretor - que, por coincidência, já era seu cliente da outra farmácia -, encantou-se, fechou negócio. Nascia daí a Drogamérica, que jamais mudou de endereço e conserva a mesma decoração e mobília, que hoje lhe dão um ar retrô.

"Ele é, sem dúvida, um dos grandes colaboradores da preservação da memória da Farmácia", elogia Raquel Rizzi, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo. "Temos muito a agradecer a esse farmacêutico tão importante."

A memória da profissão também é preservada no Museu da Santa Casa de Misericórdia, cuja sala dedicada à Farmácia ele ajudou a montar.
Em 2005, quando o espaço foi criado, ele cedeu muitos itens antigos. "Graças à doação, ao lado de outras peças de nosso acervo, foi possível montar essa sala que tanto demonstra o passado de nossas boticas. São peças importantes não só por sua antiguidade, mas por sua raridade", diz Maria Nazarete de Barros Andrade, coordenadora do museu.

Lúcido e forte, Paulo é a memória viva da profissão que adotou ainda menino. E trabalha diariamente em sua Drogamérica. Com uma única preocupação: quem vai continuar? "Tive quatro filhos (três ainda vivos). Nenhum se tornou farmacêutico. Tenho 90 anos de idade e nenhum sucessor", afirma.
 
PS: Caso você passe para cumprimentá-lo, não lhe estenda a mão. Não é assim que Paulo cumprimenta as pessoas. "Dou um abraço. Porque não é com a mão, mas com o coração", define.

sábado, março 19, 2011


Charge atualizada direto no site pelo próprio autor, ontem às 19:58 h

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Perde a Embrapa, perde o Brasil

Rodrigo Lara Mesquita, O Estado de S. Paulo, 15/03/11

No momento em que o País discute no Congresso Nacional a reforma do Código Florestal e enfrenta grandes desafios de planejamento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) extingue, em Campinas, a sua única área de excelência em gestão territorial estratégica.
A Embrapa Monitoramento por Satélite foi criada há mais de 20 anos com a finalidade de ser um instrumento estratégico do Ministério da Agricultura e do Estado brasileiro em planejamento e monitoramento territorial.
A equipe do centro desenvolveu sistemas inéditos, baseados no uso de satélites, para monitorar queimadas e desmatamentos na Amazônia; controlar a febre aftosa na faixa de fronteira; avaliar o alcance territorial das mudanças introduzidas na legislação ambiental; mapear a irrigação no Nordeste, a urbanização nos municípios brasileiros e a expansão da agroenergia; monitorar o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em todo o País e outros estudos. A maior parte dos resultados inovadores dessas pesquisas e prestações de serviços está disponível no site da Embrapa Monitoramento por Satélite (www.cnpm.embrapa.br).
Tendo em perspectiva a Eco-92 e as questões relacionadas à gestão territorial estratégica da Amazônia, apoiei a instituição, criada em 1989 por determinação do presidente José Sarney, e contribui para seu crescimento por meio do Comitê Assessor Externo (CAE). Rapidamente o centro passou a fornecer informações para diversos órgãos da Presidência da República, para as diversas cadeias produtivas da agricultura, para a mídia, para organizações não governamentais e para a sociedade brasileira em geral.
Os dados à disposição em seu site chegaram a receber mais de 1 milhão de hits diário, com picos em lançamentos de resultados de projetos inovadores como O Brasil Visto do Espaço, O Brasil Visto em Relevo ou ainda Rio Demene - um caminho para a Amazônia. O centro passou a receber e a formar estagiários, bolsistas, mestrandos e doutorandos da Universidade de São Paulo, da Unicamp, da Unesp, da Unip e outras, além de participar de diversos projetos de pesquisa internacionais e bilaterais em sua área de atuação.
Em razão dessa história exemplar, ao prestar serviços e trazer soluções tecnológicas adequadas, competitivas e viáveis na temática da gestão territorial, o centro angariou reconhecimento público por seu trabalho, gerando em 2008 - enquanto a problemática em torno das questões de ordenamento territorial ainda constava do seu norte estratégico - 461 notícias sobre suas atividades, em 253 veículos distintos de imprensa no Brasil e no exterior. Esse processo culminou, em 2009, com a inauguração de suas modernas instalações pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado de cinco ministros e autoridades do Judiciário e do Legislativo.
Em 20 anos de existência o centro gerou mais de uma centena de zoneamentos e sistemas de gestão e monitoramento territorial para a agricultura e o agronegócio, desde a escala local até a planetária. Foram mais de 100 mil mapas e publicações, e suas informações científicas beneficiaram milhões de usuários no Brasil e no exterior, além de mais de 2 mil parceiros e clientes diretos. Mapas mundi e do Brasil, gerados a partir de imagens de satélite pela área de Gestão Territorial Estratégica do centro, ainda decoram várias salas da presidente da República, do ministro da Agricultura e de autoridades do governo federal.
Com a mudança na direção do centro, no final de 2009, teve início um processo de paralisação de diversas atividades de prestação de serviços aos Ministérios da Agricultura, do Planejamento, aos órgãos da Presidência da República e às organizações da sociedade, acompanhada de uma pressão sobre pesquisadores que já rendeu um processo por assédio moral contra a atual chefia na Justiça do Trabalho. Em 2010, o centro deixou de utilizar mais de R$ 6 milhões disponíveis para o monitoramento de obras do PAC!
No início deste ano, a atual chefia tentou apagar o passado do centro, ao retirar do acesso público os resultados de cerca de 50 projetos e ações de pesquisa, num total de milhares de páginas. Os dados só retornaram ao site, dois meses depois, após intervenção do ministro Wagner Rossi. Ele atendeu aos reclamos de parceiros e usuários do site, numa movimentação que envolveu até o prefeito de Campinas em manifestação pública sobre o tema (http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=5111).
Essa ação destrutiva culmina agora com o desmonte injustificável da área de Gestão Territorial Estratégica e a destituição de sua liderança, efetivada sem nenhuma consulta prévia ao CAE, aos parceiros e beneficiários de seu trabalho na Casa Civil e no gabinete de Segurança Institucional da Presidência, em outros Ministérios e, principalmente, no da Agricultura.
É inacreditável a ousadia dos projetos pessoais de alguns e dos interesses escusos de outros, ao agir com a res publica como se fosse sua propriedade privada. Oxalá o governo federal e, em particular, o ministro Wagner Rossi e a presidente Dilma Rousseff saibam que o País não pode prescindir de um trabalho tão essencial para a defesa da agricultura brasileira, aqui e no exterior.
Se o ministro Rossi e a diretoria da Embrapa não reverterem esse descalabro do atual gestor do centro, serão no futuro responsabilizados pela sociedade civil pela perda de um precioso cabedal de gestão estratégica territorial. Por não compartilhar tal irresponsabilidade na gestão de um serviço estratégico para o Brasil, apresento publicamente minha demissão do Comitê Assessor Externo da Embrapa Monitoramento por Satélite.
JORNALISTA, É DIRETOR DA RADIUMSYSTEMS - PEABIRUS
TWITTER: @RMESQUITA

sexta-feira, março 18, 2011

PAIS POBRES, FILHOS POBRES: SEM ESCOLA DE QUALIDADE, A MOBILIDADE SOCIAL É BAIXA

"A probabilidade de um filho nascido entre as famílias 25% mais pobres atingir uma posição entre as 25% mais ricas é de apenas 5%. 

Por outro lado, os nascidos em famílias mais ricas têm 56% de chances de continuar na elite. Vale notar que os 25% mais ricos no Brasil são aqueles com renda familiar mensal acima de R$ 2.500,00, ou seja, o que tradicionalmente chamamos de classe média. 

Vários estudos mostram que a mobilidade de renda no Brasil é uma das mais baixas do mundo, mesmo quando comparada com outros países em desenvolvimento."   
...
Quando chegam à escola, as desigualdades entre as crianças brasileiras são em muito ampliadas, na medida em que as famílias mais ricas podem pagar para colocar seus filhos em escolas privadas, enquanto as famílias mais pobres têm que se contentar com a escola pública, geralmente de péssima qualidade.

quinta-feira, março 17, 2011

SANTA CASA 


A Santa Casa de Itapeva receberá mensalmente R$ 140 mil do Estado. AQUI

Nutriceler apresenta novos produtos na Agrovia

A Nutriceler, que atua como importadora e distribuidora de fertilizantes foliares para nutrição de plantas e tratamento de sementes, traz a Agrovia 2011 - Feira de Negócios Tecnologia Agrícola e Pecuária - que acontece em Itapeva, a 270 km da capital paulista, de 6 a 9 de abril, suas novas linhas de produtos com a alta tecnologia do mercado mundial, compostos por Quelatos, Algas e Amoniácidos para nutrição e estimulação de plantas. 

Com uma equipe composta por profissionais altamente capacitados, no evento os Engenheiros e Técnicos da Nutriceler estarão à disposição dos produtores para realização de debates sobre à nutrição de suas culturas, sugerindo o melhor tratamento para cada tipo de lavoura, de forma a se obter máxima produtividade e qualidade. Ainda, num espaço experimental foram plantadas diferentes culturas para demonstrar resultados de aplicação. Em um ambiente preparado especialmente para dinâmicas, os produtores poderão assistir no estande da empresa apresentações mais detalhadas sobre os produtos e serviços.

A organização da Agrovia espera alcançar um aumento de 30% nos negócios movidos pelo evento, em relação a segunda edição, que gerou 60 milhões de reais. Segundo a diretora da Live &Motion, empresa organizadora do evento, Grace Caribé, a feira que começou como evento regional em sua primeira edição, vem demonstrando seu forte potencial de negócios, pois já é considerada de relevância estadual e a mais importante nas regiões sul e sudoeste do Estado de São Paulo. Já que essas regiões são altamente produtivas: grande produtora de milho, trigo, soja, feijão, laranja, tomate, café, dentre outros produtos que as transformam no maior potencial diversificado agrícola do Brasil.

Na Agrovia 2010 , mais de 185 empresários do agronegócio, de distintos segmentos, tiveram a oportunidade de conhecer e apresentar novas tecnologias, lançamentos pertinentes ao setor, por meio de exposição, demonstração e palestras técnicas e para 2011 , já estão previstas mais de 200 empresas . A organização registrou em 2010 um aumento de 50% nos negócios gerados pela feira, em relação a edição de 2009. Esses números demonstram o potencial e o crescimento da região .

.[Agrovia 2011 – Itapeva – São Paulo, de 06 a 09 de abril de 201, das 09h às 17h, na FAzenda São Paulo, Rodovia Faustino Daniel da Silva km 04,Itapeva – São Paulo | telefone (15 ) 3534-7250 | Site: www.agroviasp.com.br |Estacionamento e entrada: gratuitos ].(aqui)
SPC NO JORNAL GAZETA 

Som e vandalismo urbano
 
            A maioria dos jovens itapevenses, que tem carro, não consegue mais dirigir sem ligar o som, mas não é um som musical, relaxante, gostoso de ouvir, é som em volume absurdamente alto, que chega a disparar os alarmes de carros pela rua onde eles passam. É o som de percussão, que se ouve a quarteirões de distância, que chega a tremer os vidros das residências. Isso acontece durante o dia, mas à noite piora, principalmente, após as 23 horas, tendo alguns doidivanas que soltam o som, de madrugada, nos fins de semana. Caminhonetes ocupam toda a carroceira com caixas acústicas. Uma loucura. E com a complacência das autoridades responsáveis.

E os motoqueiros?  Qual o motoqueiro que não altera o escapamento da moto para fazer mais barulho, cada um quer aparecer mais que o outro, através ronco das motos. São raras as motos que mantêm o ronco original, tolerável.

A reclamação sobre o excesso de barulho de carro e motos não é só deste escriba, antes fosse, a queixa é geral, parece que a rapaziada ficou lelé da cuca, ou acredita que som alto no carro vai melhorar o desempenho sexual deles. Não melhora. Não são todos que abusam, é uma meia dúzia, fácil de pegar. Mas ninguém toma providências. Menos ainda a polícia, que, nesse caso, se faz de morta.

A lei do silêncio está precisando de uma adaptação para coibir esses abusos.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal, se quisessem, podiam ajudar a conter essa rapaziada, que faz verdadeiro vandalismo social ao agredir as pessoas, em seus lares, com a estupidez de um som anormal. Ouvir música no carro, sim, barulho, não.

Três devotos, um só propósito: - eleitores

Domingo passado, três figurinhas carimbadas foram vistas na missa das dez na Igreja da Piedade: prefeito Cavani, vereador-vice-prefeito Paulinho de la Rua e o deputado Ulysses. Os três, sentadinhos juntos, sérios, semblantes carregados de fé, o Paulinho, no meio dos dois, segurava missário, o prefeito e o deputado seguiam o dedo do Paulinho que ia deslizando sobre as palavras. Segundo assessores, domingo próximo os três religiosos vão a um culto evangélico, parece que na Maranata. Se alguém ainda tem dúvida quem o doutor Luiz vai apoiar para sucedê-lo é só observar o jeito dele e do Paulinho quando estão juntos, o brilho nos olhos dos dois. Como irmãos.  

Os grandes amigos do Paulinho não estavam na missa porque o Davi é espírita, o Tarzan diz que é meio evangélico e o Celinho umbandista. Paulinho é o candidato mais ecumênico da região. Entretanto, quando a campanha chegar para valer, o espanholzinho, com aquele seu jeitão meio acaipirado, vai estar em todas, não só em igrejas, centros e terreiros, mas, em bailinhos de sítio, feijoada beneficente, bingo de igreja, marcação de gado, rodeios macarrônicos. Os secretários municipais que sonham um dia sentar na cadeira do chefe, com o apoio dele, não se iludam. Paulinho é o cara.

Alcoviteiros

Já teria uma grana preta guardada se cobrasse cada vez que me perguntam se o Juninho da Bauma é candidato a prefeito. Não sei. Sei que ele é presbiteriano, é meu vizinho, há uns dez anos, mas mal me cumprimenta (acho que pensa que sou católico, não sei), então, como vou saber de suas intenções políticas? Sei o que todo mundo sabe, ele está comprando, ou arrendando, rádios num raio de 600 quilômetros, já segurou o Comeron, está de olho em outros comunicadores, o homem está investindo e, a se dar crédito as más línguas, ele não almeja só a prefeitura de Itapeva, mas, também. 

Sei (por ouvir falar) que é um empresário bem-sucedido, se vê isso, pelas caminhonetes dele e os sapatos que usa. Interessante, não adianta especular a vida dele por aí, ninguém sabe de nada, apenas fofocas, o certo é que um sigilo (ou seria segredo?) meio maçônico (epa) cerca o Juninho. Mas como ele (ainda) não é político, deixemo-lo em paz, ninguém tem nada que xeretar a sua vida pessoal. Tenho dito.
QUEM AGUENTA O SERENO DA OPOSIÇÃO?

O Democratas, ex-PFL, era forte e robusto enquanto no poder. Desde sempre no poder, com militares, Sarney, Collor, FHC.    
Agora, na oposição, está numa magreza de dar dó.

Quem aguenta ficar na oposição num país cujo governo pode tudo, detém milhares de empregos públicos para o troca-troca?

Aqui no interior, partido político mais parece agência de emprego. Cabos eleitorais dão o sangue para ganhar a eleição e garantir empregos e outras coisitas.

E os que "erram" (apóiam perdedores), correm pedir "perdão" ao novo rei, que, já se sentindo um semideus, não quer saber de contestação e oposição pegando no seu pé.

Claro, tudo em nome da tal "governabilidade".

quarta-feira, março 16, 2011

Walter Williams
- Qual o meio mais eficaz para promover a igualdade racial?

Walter Williams, economista e profesor americano  – Primeiro, não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, e isso não é um problema. O desejável é que todos sejamos iguais perante a lei. Somos iguais perante a lei, mas diferentes na vida. Nos Estados Unidos, os judeus são 3% da população, mas ganham 35% dos prêmios Nobel. Talvez sejam mais inteligentes, talvez sua cultura premie mais a educação, não interessa. A melhor forma de permitir que cada um de nós — negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês — atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação. Mas, para ter um livre mercado que mereça esse nome, é recomendável eliminar toda lei que discrimina ou proíbe discriminar. (ÍNTEGRA DA ENTREVISTA)

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Por que os pobres permanecem pobres?

14 de Março de 2011 - por John StosselTags:   direitos de propriedade

Dos seis bilhões de pessoas que habitam a Terra, dois bilhões sobrevivem com apenas alguns dólares por dia. Eles não constroem empresas - ou se o fazem, não as expandem. Diferente do que acontece nos Estados Unidos, na Europa e em países asiáticos como a Coreia do Sul, Hong Kong, etc, eles não conseguem sair da pobreza. Por que não? Qual é a diferença?

Hernando de Soto me ensinou que a maior diferença pode ser direitos de propriedade. Conheci de Soto há mais ou menos 15 anos. Foi em um daqueles almoços onde as pessoas se reúnem para refletir sobre como acabar com a pobreza.

Eu vou, mas sou cético. De Soto, presidente do Instituto para a Liberdade e Democracia no Peru, se senta e começa a mostrar fotos de barracos construídos uns sobre os outros em favelas. Fiquei imaginando o que elas significavam.

Como de Soto explicou, “Essas fotos mostram que cerca de 4 bilhões de pessoas no mundo constroem suas casas e montam suas empresas fora do sistema legal... Por causa da ausência do estado de direito e da indefinição de quem é o dono do que, e por não terem endereços, elas não podem conseguir crédito [para empréstimos de investimento]”.

Elas não têm endereços? (LEIA MAIS)

terça-feira, março 15, 2011

Cuidado com a contrarreforma

Autor(es): Agência o globo: José Serra
O Globo - 15/03/2011
 
Pouco tempo depois de promulgada a Constituição de 1988, que se desenhou num ambiente francamente favorável ao parlamentarismo e acabou, por vicissitudes várias, presidencialista, teve início o debate da reforma política. Eu mesmo, na liderança do PSDB na Câmara Federal, contribuí para dar impulso ao assunto. Volta e meia, com mais ênfase nos meses que se seguem à eleição presidencial, o tema ganha o noticiário, e, então, prometem as lideranças dos mais diversos partidos: "Agora vai; faremos a reforma." E a promessa acaba sempre desmoralizada pelos fatos. Trata-se de uma tarefa bem mais complexa do que parece, e a situação se mostra ideal para o exercício da facilidade na dificuldade - ou, como queria o jornalista americano H. L. Mencken, apresentam-se soluções simples e erradas para problemas complexos.

Desde logo, devemos nos perguntar: "Reforma política para quê?" Ou bem estabelecemos o seu objetivo, ou a proposta se perde numa espécie de fetichismo da mudança: "Temos de mudar porque temos de mudar." Esse certamente é um mau caminho.

Entendo que uma reforma política deva atender a três demandas principais, que concorrem para o aprimoramento da democracia: 1) é preciso tornar as eleições mais baratas; 2) é preciso fortalecer os partidos políticos; 3) é preciso aproximar o eleitor do eleito, reforçando a representatividade. Infelizmente, o chamado sistema proporcional, que temos hoje, eleva o custo da disputa a níveis estratosféricos, permite que aventuras personalistas se sobreponham à identidade partidária e obstaculiza a necessária proximidade entre representante e representado. Estou, pois, entre os que consideram que a mudança é necessária, mas, como se nota, ela há de ter propósitos muito definidos.

Entre as propostas em exame, a pior de todas é o chamado "distritão": os estados seriam considerados grandes distritos em que se elegeriam os parlamentares com mais votos, sem levar em consideração o quociente eleitoral obtido pelos partidos. Ora, essa alternativa concentraria todos os vícios do modelo que temos hoje, eliminando a sua única virtude:

- O custo das eleições aumentaria ainda mais, pois o candidato continuaria a disputar votos numa base territorial imensa e não contaria com os votos da sua legenda;

- Haveria uma espécie de "celebrização" do processo político; mais do que hoje, pessoas sem qualquer vivência partidária poderiam usar a sua popularidade como trampolim para a política;

- Os votos seriam dos candidatos, não dos partidos, enfraquecendo, pois, as legendas;

- O divórcio entre representante e representado, a que assistimos hoje, se manteria inalterado;

- A maior virtude do sistema proporcional, que distribui as cadeiras segundo o peso de cada partido, se perderia.

O distritão, pois, significaria, na verdade uma contrarreforma eleitoral; em vez de o sistema político progredir, ele regrediria. Trata-se de uma proposta reacionária, que faz a democracia andar para trás. E é preciso avançar. Mas como?

Se a reforma política pecou até agora pela inação, não será a precipitação a melhor conselheira. Podemos fazer desse debate e do processo de mudança um instrumento de educação política. Estou convicto, e há exemplos mundo afora que endossam essa percepção, de que o voto distrital realizaria todos os propósitos virtuosos de uma reforma. Com ele, saberíamos, então, por que mudar, com que propósito: os parlamentares disputariam votos numa base territorial definida, bem menor do que aquela do atual sistema, e isso baratearia a eleição; os candidatos de cada distrito seriam definidos pelos partidos, o que concorreria para fortalecer as legendas; os eleitores de cada distrito eleitoral saberiam o nome do "seu" parlamentar, mantendo com ele uma proximidade hoje inexistente.

Não quero eu também ficar aqui a oferecer facilidades para problemas difíceis. Sei que a introdução do voto distrital significaria uma mudança de cultura política que não se faz da noite para o dia, daí, então, o sentido desta proposta, que apela ao processo de educação política. Haverá eleições municipais no ano que vem. Temos a chance de introduzir o voto distrital para a escolha de vereadores nos 80 municípios brasileiros com mais de 200 mil eleitores. Essas cidades somam hoje, aproximadamente, 47 milhões de eleitores - algo em torno de 38% do eleitorado brasileiro. Seriam verdadeiros agentes de uma nova política.

Essas cidades seriam divididas em distritos; os partidos apresentariam seus candidatos a vereador; naquela área restrita em que buscarão votos, travarão uma espécie de minidisputa majoritária, estreitando os laços entre representante e representado. Distritos eleitorais seriam definidos levando-se em conta, claro, o peso do eleitorado.

Não se trata de uma mudança fácil, mas de uma mudança correta, que tem o claro propósito de aprimorar a representação e o processo democrático. Na eleição municipal de 2012 seria introduzida uma espécie de vírus benigno, que levaria a uma transformação virtuosa do processo eleitoral nos estados e na Federação, em pleitos futuros. A reforma eleitoral ganharia, assim, a característica de um processo de educação política, até se realizar com a plena consolidação do voto distrital no Brasil.

Não precisamos mudar por mudar. A reforma política, se vier, há de atender aos primados da democracia, não às conveniências dessas ou daquelas forças políticas circunstancialmente majoritárias. Afinal, queremos um país que, em vez de referendar os erros do passado, responda às demandas do futuro.

sábado, março 12, 2011

Itapeva vai sediar feira de negócios, tecnologia agrícola e pecuária, de 6 a 9 de abril, na Fazenda São Paulo


A Agrovia, Feira de Negócios Tecnologia Agrícola e Pecuária, que mudou de nome nesta terceira edição devido a seu grande crescimento e diversificação, chega esse ano com novas propostas, força e potencializando ainda mais o seu objetivo principal de participar do desenvolvimento do agronegócio nacional, especialmente promovendo e difundindo a produção rural das regiões sul e sudoeste do Estado de São Paulo. A terceira edição ocorrerá na cidade de Itapeva - SP, a 270 km da capital paulista, de 6 a 9 de abril, na Fazenda São Paulo.
Segundo Grace Caribe, diretora da Live & Motion, empresa responsável pela organização do evento, esse ano a Agrovia trará melhorias como, uma nova planta, desenhada para aproveitar melhor os 145 mil2 de área do recinto Edmundo Maluf, em que a feira é realizada, contará com novas ruas, estacionamento mais amplo, novas entradas e avenidas periféricas para melhor acesso do publico, dos expositores e das máquinas pesadas e tratores. Ainda estão previstos novos pavilhões que abrigarão exposições de gado, de suínos, caprinos, torneio leiteiro e julgamento de gado nelore ranqueado. A Agrovia tem como prioridade o conteúdo técnico e transferência de novas tecnologias para preparar o produtor/agricultor da região para o crescimento do setor, portanto dedica-se a montar uma agenda de eventos paralelos ás exposições que inclui: palestras técnicas com professores e autoridades ligadas ao agronegócio, destacando para a agenda de 2011 a presença de Roberto Rodrigues (coordenador do centro de agronegócios da FGV e presidente do Conselho do Agronegócio da Fiesp), que abrirá a programação da Agrovia 2011 com a palestra "Perspectiva do Agronegócio Brasileiro".
Os eventos paralelos ainda contam com caminhões e estações de pesquisas, divulgação de projetos e resultados de novos negócios e tecnologias, demonstração de equipamentos: tratores, máquinas, colheitadeiras, dinâmicas, demonstrações de campo, pulverização aérea, e de agricultura de precisão e test drive de carros e motos.
Para esse ano a feira espera receber mais de 20 mil pessoas nos quatro dias de evento, 20 % mais que no ano passado, que contou com a presença de 17 mil visitantes de diferentes estados brasileiros, bem como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo.
Interessada em explorar e movimentar ainda mais esse promissor segmento, a fazenda São Paulo, realizadora do evento há três anos, trabalha em parceria com a prefeitura de Itapeva, de maneira inovadora e visionária gerando assim excelentes resultados em um curto espaço de tempo e trazendo negócios e resultados concretos através da Agrovia para toda a região. O acontecimento já é reconhecido como o maior e mais estruturado evento agropecuário desta região do Estado, e nacionalmente é considerado um dos mais importantes do setor, com incrível potencial de crescimento, já que o agronegócio movimenta anualmente, em todo território nacional, aproximados R$ 23 bilhões.
As régiões sul e sudoeste do Estado de São Paulo são altamente produtivas: grande produtora de milho, trigo, soja, feijão, laranja, tomate, café, dentre outros produtos que as transformam no maior potencial diversificado agrícola do Brasil.
Na Agrovia 2010, mais de 185 empresários do agronegócio, de distintos segmentos, tiveram a oportunidade de conhecer e apresentar novas tecnologias, lançamentos pertinentes ao setor, por meio de exposição, demonstração e palestras técnicas e para 2011, já estão previstas mais de 200 empresas. A organização registrou em 2010 um aumento de 50% nos negócios gerados pela feira, em relação a edição de 2009. Para 2011, espera-se um aumento de cerca de 30 % nos negócios a serem gerados pela feira. Esses números demonstram o potencial e o crescimento da região. (aqui)

sexta-feira, março 11, 2011

COLUNA DO SPC NO ITA NEWS

Oposição morta
            Não é só em Brasília que não existe oposição política, aqui na província faz muito tempo que ela está morta e enterrada. Às vezes, na proximidade de ano eleitoral, vereadores, ou lideres políticos, até então calados, põem as manguinhas de fora e dão uns berros tímidos, pois ninguém quer se expor. Na gestão do prefeito Luiz Cavani (PSDB?), isso piorou, pois não só seus “opositores” têm medo, como secretários, funcionários, comandantes da guarda-mirim, repórteres, visitantes, maçons, transportador de alunos, vendedor de salgadinhos, “cortam couve” em sua presença.
            Este escriba metido, quando escreve uma crítica merecida, à sua administração, e são muitas, fica longe do prefeito nos eventos, apesar de nessas ocasiões ele se transvestir de toda afabilidade do mundo; mas quem tem, tem medo, diz o ditado.
            Então, provavelmente, devido a esse temor, quase freudiano, que vereadores e demais cidadãos, nunca criticam o prefeito, quando alguma coisa no município foge dos limites, pela inépcia dos responsáveis, o máximo que os vereadores fazem é criticar o secretário em questão, mas deixando claro, com todas as letras, que o prefeito, homem atento, honesto e excelente administrador, não tem nada a ver com isso.
Está fazendo falta no Brasil, em Itapeva ainda mais, cidadãos conscientes, responsáveis, que amem sua cidade, que se encorajem cobrar dos prefeitos e vereadores mais seriedade com a coisa pública. A tal sociedade civil, Associação Comercial, Rotary, Maçonaria, sindicatos, igrejas e demais entidades de classe, só dá ar de sua graça quando o governante pisa em seu calo, quando baixa um decreto que mexe com seu negócio, ou seu bolso, senão, adeus mariquinha, ninguém está nem aí.
                                               Elefante branco do Davi
O tal mirante Debret, fruto de profunda inspiração transcendental do secretário de Cultura, Davi Panis, que está sendo construído no altiplano faxinense, ainda vai demorar a ficar pronto, ninguém sabe dizer se existe cronograma da obra, sabe-se, no entanto, que a empreiteira é a mesma que construiu o prédio da Câmara. Um vereador informou que a obra não foi licitada, que a grana destinada ao projeto ainda está perdida pelos meandros da burocracia e que empreiteira está trabalhando na base da simpatia pelo secretário, ou pelo prefeito, não se sabe ao certo. Que empreiteira boa, essa, não?
Enquanto isso, o futuro mirante tem prestado bom serviço social à comunidade, por estar tirando jovens da rua, que vão para lá submeter-se aos eflúvios excitantes da erva cannabis sativa, cafungar pó branco e pitar cachimbinhos mágicos. Lá pelas alturas do além-vida, o pintor francês, como bom artista, deve estar comemorando.
                                           Carnaval faxinense
O secretário Davi acertou, outra vez, o carnaval de praça foi mil vezes melhor que o carnaval de “rua”, aquele feito por um boiadeiro de Ribeirão Branco, em que só se tocava vanerão e xote, onde os “foliões” não tinham espaço na avenida para pular, tantas eram as barracas de bebidas. O promotor Hélio Dimas ainda não estava na cidade, senão, certamente, não ia permitir devido o número de menores enchendo a cara.
No carnaval da Praça Anchieta, volume de som ideal, repertório supimpa, os cantores (pasmem) afinados, o público, assim, assim. Mas o pão-durismo municipal prejudicou o brilho da festa, pela falta de iluminação, o coreto estava escuro, mal dava para se ver a cara dos cantores. Sabe-se que animação é contagiante, os cantores dos trios elétricos ficam expostos, justamente para transmitir animação. Outra gafe foi, nos intervalos das marchinhas cantadas, colocar som eletrônico com duplas sertanejas, o fim da picada. Da próxima vez, escalar um sonoplasta menos fanático pelo gênero. Mas, enfim, esse carnaval de “coreto” foi bom e exemplar, sem cervejada, sem cachaça, só alegria. Parabéns ao secretário, ao Henrique Kapke e seus blues caps.   

quinta-feira, março 10, 2011

ITAPEVA - FAZENDA CAPELINHA, DESTINADA À REFORMA AGRÁRIA, É ARRENDADA IRREGULARMENTE, SEGUNDO DENÚNCIA DO MP DE SOROCABA  


Estadão:  O Ministério Público Federal (MPF) em Sorocaba denunciou por estelionato nesta quarta-feira dois homens acusados de arrendar ilegalmente lotes destinados à reforma agrária na Fazenda Capelinha, em Itapeva, no sudoeste paulista. De acordo com a denúncia, o ex-presidente da Associação dos Agricultores Familiares de Taquarivaí, Marco Antonio Sarti, é acusado de ter feito o arrendamento irregular de 48,4 hectares do assentamento para que o empresário Humberto Carlos de Camargo Nogues plantasse eucaliptos. A fazenda, destinada aos assentados do programa Banco da Terra, custou à União R$ 1,3 milhão.
O empresário, segundo apurado no inquérito, sabia que a área era de assentamento e, além de plantar eucaliptos, apossou-se de vários bens da associação, entre eles duas casas construídas com recursos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Para a procuradora Elaine Cristina de Sá Proença, responsável pelo caso, Sarti e Nogues praticaram o crime de estelionato contra a União, pois o segundo obteve vantagem ilícita com o eucalipto plantado na área arrendada irregularmente. Ao assinar o arrendamento, Sarti foi cúmplice na fraude.  (COPIADO DO BLOG DO REINALDO)
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