quarta-feira, agosto 31, 2011

JEITO PT DE GOVERNAR: UM ESCÂNDALO A CADA DIA. NA FOLHA:
Procurador denuncia cúpula do Turismo por envolvimento em desvios
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SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO
FELIPE LUCHETE
DE BELÉM
Atualizado às 20h19.
O procurador da República no Amapá Celso Leal apresentou quatro denúncias contra 21 envolvidos em desvios do Ministério do Turismo.
Entre os denunciados estão ex-integrantes da cúpula da pasta, como Frederico da Silva Costa, secretário-executivo, e Colbert Martins, secretário de Programas de Desenvolvimento de Turismo, que deixaram os cargos após serem presos. A denúncia também inclui o ex-secretário-executivo Mário Moysés, que exerceu o cargo até 2010 e a servidora Kérima Silva Carvalho, que também já deixou a pasta.MAIS

CORRUPÇÃO NÃO CAI DO CÉU; É PRECISO TOMAR ALGUMAS MEDIDAS PARA FACILITÁ-LA. POR EXEMPLO: DISPENSAR MINISTROS DE ASSINAR CONVÊNIOS COM AS MANJADAS ONGS. A NOTÍCIA ABAIXO DIZ QUE AGORA DONA DILMA VAI EXIGIR. VAMOS VER:

Dilma quer acabar com o "eu não sabia" no governo


Canetada obrigatória
Autor(es): » TIAGO PARIZ » PAULO DE TARSO LYRA » DENISE ROTHENBURG
Correio Braziliense - 31/08/2011

O bordão que ficou famoso na boca de Lula, e foi usado por ministros em escândalos recentes, está com os dias contados. De agora em diante, a presidente exige que todos os contratos firmados com ONGs tenham a assinatura de quem comanda o ministério.


Para evitar casos de corrupção e tornar mais rigoroso o pente-fino, Dilma quer que todos os contratos firmados com ONGs e entidades privadas sejam liberados apenas com a assinatura dos ministros
A presidente Dilma Rousseff quer responsabilizar de forma mais clara os ministros pelos atos realizados em seus ministérios. Depois de anunciar que todos devem "ter conhecimento do que acontece em suas pastas", o governo estuda agora mecanismos para obrigar que os titulares da Esplanada passem a assinar os convênios com ONGs e organizações da sociedade civil de interesse público (Oscip). A intenção, repassada aos colegas pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tem como objetivo tornar mais rigoroso o pente-fino das pastas sobre quais entidades receberão dinheiro público. Atualmente, a maioria dessas parcerias é firmada pelo secretário executivo ou pelo secretário nacional. Raramente, encontra-se uma assinatura de um ministro. MAIS

Rendimento médio do trabalhador cai pelo 8º mês, aponta Dieese

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MAÍRA TEIXEIRA
DE SÃO PAULO
O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) caiu 0,5% no país em junho, chegando a R$ 1.356. Já o dos assalariados ficou em R$ 1.409. Esta é a oitava queda mensal consecutiva, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (31).MAIS

domingo, agosto 28, 2011

FH publica texto em blog onde critica a corrupção e aponta soluções para o problema

26/08 às 22h07 O Globo RIO - O ex-presidente Fernando Henrique publicou nesta sexta-feira em seu blog, Observador Político (www.observadorpolitico.org.br), um texto em que analisa a questão da corrupção no país, tema que vem ganhando mais espaço a cada dia na mídia. No texto, FH aproveita para lembrar a permissividade de seu sucessor em escândalos como o do "mensalão", mostra-se favorável à reação da presidente Dilma Rousseff e aproveita para apontar algumas soluções para corrigir tais desmandos.
Leia abaixo a íntegra do texto publicado por FH em seu site:
Vira e mexe a questão da corrupção volta à baila. Agora mesmo não se fala de outra coisa. Desde o "mensalão", com a permissividade do próprio Presidente da época, a onda de desmandos e as teias de cumplicidade se avolumaram. Menos interessa, a esta altura dos acontecimentos, saber se houve corrupção em outros governos. Malfeitorias sempre houve. A diferença é que, de uns anos para cá, ela mudou de patamar com o sinal de perdão diante de cada caso denunciado.
"Não é tão grave assim" ou então, "foi coisa de aloprados" ou ainda de que se trataria "apenas" de dinheiro para pagar contas de campanha eleitoral. Com esta leniência compreende-se que pessoas ou setores dos partidos que apóiam o governo se sintam mais à vontade para entoar o cântico do dá-cá-toma-lá. Agora, quando a Presidente reagiu a alguns desses desmandos (e, de novo, importa pouco insistir em que a reação veio tarde, pois antes tarde do que nunca) as pessoas sérias, inclusive no Parlamento, procuram dissociar-se das teias de corrupção. O país cansou da roubalheira.
É preciso buscar os meios para corrigir os desmandos. Não basta a Polícia Federal investigar, se disso não derivarem ações nos Tribunais. Onde estão os procuradores - tão ativos no passado - para levar adiante as denúncias? Por que temer a coleta de assinaturas para uma CPI? Claro, se esta CPI for para valer não deverá nascer carimbada de anti-governo, mas de pró-Brasil, mesmo porque com maioria avassaladora o governo pode controlar as CPIs, tornando-as carimbadoras de atestados de boa conduta dos acusados.
Mas não basta denunciar, demitir, prender. É preciso buscar convergências em favor da decência nas coisas públicas. Deve-se ir fechando os canais que facilitam a corrupção. Pode-se reduzir drasticamente, por exemplo, o número de pessoas nomeadas para o exercício de funções públicas sem pertencer ao quadro de funcionários da União, os famosos DAS. Por que não propor no Congresso algo nesta direção? Isso não acabaria com a corrupção, que pode ser feita por funcionários, empresários ou dirigentes desonestos. Mas, pelo menos, resguardaria os partidos e o Congresso do cheiro de podridão que a sociedade não agüenta mais e atribui só a eles e seus apadrinhados os malefícios do Executivo.

sexta-feira, agosto 26, 2011

Era vidro e se quebrou

26 de agosto de 2011 | 0h 00
 
Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Qual a razão de a presidente Dilma Rousseff resolver pagar o preço junto à opinião pública de um recuo naquilo que seus próprios assessores até outro dia denominavam com orgulho de "faxina" ética, anunciando aos partidos aliados que não fará novas demissões?
Pode ser apenas um recuo tático. Pode ser que a presidente tenha decidido dar uma meia trava na ofensiva contra a corrupção em seu ministério e contra comportamentos inadequados de seus ministros, em observância ao princípio segundo o qual para avançar é preciso retroceder.
Pode ser também que a presidente esteja querendo demonstrar que não será pautada pela imprensa nem pelas brigas internas das bancadas governistas no Congresso.
Podem ser essas e outras razões não detectáveis a olho nu que levaram a presidente a, neste momento, dar o dito pelo não dito dizendo que nunca disse o que foi perfeitamente ouvido.
Mas pode ser também que a presidente esteja simplesmente exercitando o estilo de hesitações, de decisões em ritmo de vaivém, bastante marcantes nos primeiros dois meses de governo.
O mais provável mesmo é que a presidente Dilma Rousseff esteja diante das consequências da falta de um planejamento específico para levar em frente uma sistemática de ação com começo, meio e fim.
Dilma atuou nessa questão da dita faxina sempre a reboque dos acontecimentos. Quando eles se acumularam e se atropelaram é possível que ela tenha se dado conta de que não controla todas as variáveis em jogo. Não controlando, corre o risco do descontrole e, portanto, melhor parar antes que seja tarde.
Mas, com isso, se de um lado em tese acalma a "base" - que não se acalmará por tão pouco, diga-se -, de outro deixa órfã aquela parcela da sociedade que gostou do que estava vendo e embarcou no apoio à presidente, em alguns casos deflagrando movimentos de engajamento na empreitada em prol da recuperação da ética como valor social e, sobretudo, institucional.
Alguma resposta o governo terá de dar ao entusiasmo dessa gente. Alguma explicação precisará ser oferecida para a manutenção de Pedro Novais e Mário Negromonte nos Ministérios do Turismo e das Cidades.
Um aceitou trabalhar com uma estrutura "estourada" pela Polícia Federal e outro disse impropriedades muito mais impróprias que aquelas que custaram o cargo a Nelson Jobim. E a denúncia, feita ao Planalto, de que Negromonte comprava apoios à razão de R$ 30 mil cada?
A presidente sempre poderá dizer que não fez o que pretendia fazer porque foi impedida por uma conjuração de malfeitores acantonados no Congresso Nacional.
O problema dessa versão é que tem pernas curtas. No presidencialismo quase imperial do Brasil o governo quando quer e se empenha de verdade ganha todas. Desde que saiba o que está fazendo, que tenha claro aonde, como e por que quer chegar.
Um exemplo: quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso quis privatizar o sistema de telecomunicações, enfrentou resistências enormes da "base", pois as "teles" eram poderosos feudos de empreguismo e um instrumento de manejo da maioria congressual que parecia impossível de ser quebrado. No entanto, se fez. Com método, tempo, poder de comando, capacidade de convencimento e foco na meta.
Não parece ser o caso do combate à corrupção iniciado pela reação rigorosa de Dilma diante de denúncias e que por enquanto se pode afirmar que durou o exato tempo da reação dos atingidos.
Presentes e futuros, pois o PT teme que venha a ser a próxima vítima do fogo amigo (?) e a presidente seja obrigada a agir com igual rigor.
Haverá uma segunda fase, um recomeço da ofensiva? É a questão se que põe para uma resposta que no momento só pode ser depende.
E depende primordialmente de Dilma Rousseff se dispor a tomar para si o controle das nomeações nos ministérios, no lugar de transferir essa prerrogativa aos partidos.
Agindo como agiu na composição primeira da equipe, a presidente torna-se refém dos humores das bancadas, das artimanhas, do jogo de pressões, dos dossiês e permite que seus ministros defendam os interesses dos respectivos partidos em detrimento dos interesses do governo.
COLUNA DO SPC, NO JORNAL A GAZETA

Oba-oba, de novo?

            Foi só começar as articulações político-eleitorais, para as próximas eleições, e volta à superfície do noticiário a malfadada 16ª Região Administrativa, projeto do deputado Campos Machado (PTB), aprovado pela Assembleia Legislativa, e que o ex-governador Serra não gostou e engavetou. Os arautos afiançam, porém, que, desta vez, é pra valer, que o governador Alkmin “comprou” a idéia descartada pelo seu antecessor, e que a região vai ter, sim, a sua sonhada autarquia estadual e se desgrudar de Sorocaba.

            Porém, os mesmos arautos avisam: tudo indica que Itapeva não será a sede da almejada 16ª Região. O nosso deputado, doutor Ulysses (PV), o que tem a dizer a respeito? Um aliado garante que o doutor Ulysses é do “baixo-clero” da Assembleia, isso quer dizer o seguinte: não vai conseguir nada, nem cafezinho no gabinete. Será? 

            Como filme reprisado, a sede poderá ser em outro município (leia-se: onde o prefeito e as forças políticas tiverem vontade e interesse). Um exemplo, para recordar.

                                                                 Há 27 anos

            Em abril de 1984, tramitava na Assembleia Legislativa projeto de lei criando a Região Administrativa de Itapeva (RAI), de autoria do deputado de Avaré, Elias Salim Curiati (PDS, partido da ditadura militar e de oposição ao governo do Estado). O governador Franco Montoro (PMDB) para dar uma rasteira no deputado oposicionista, se antecipou e baixou decreto-lei com o mesmo objetivo. Acontece, porém, que o então secretário do Interior, Chopin Tavares de Lima (PMDB), queria porque queria que a sede da RA fosse em Capão Bonito. Nesta altura a Região Administrativa já tinha se transformado em um prosaico e inexpressivo Escritório Regional de Governo (ERG).  

Na época era prefeito Guilherme Brugnaro e Presidente da Câmara Francisco José Dias Monteiro, ambos do PMDB, o “manda brasa”, que estava no auge. Após muitas marchas e contramarchas, pra lá e pra cá, Itapeva, enfim, saiu vitoriosa na disputa com outros municípios, o ERG era nosso. Aleluia. Mas, na hora da “instalação” do escritório regional, que era só um escritório mesmo, mixuruca, sem força para nada, pelo menos para ajudar a região, o prefeito de Capão, Helio de Souza (PMDB), bateu o pé, exigindo que o diretor da “autarquia”, fosse capãobonitense. A terra tremeu.

De jeito nenhum protestaram os itapevenses, se o ERG é nosso, o comandante também tem que ser nosso. Não adiantou, Capão arreganhou os dentes, o secretário Chopin deu uma força e os itapevenses arriaram a bruaca, Capão ganhou a parada. Para efeito político, houve uma grande reunião na Delegacia Seccional com a presença, além das autoridades locais, da já diretora dra. Edna Bugni, deputados Marcos Santilli e Fernando de Morais (ambos PMDB) e do secretário Adriano Branco, representando o governador Montoro. Após a reunião um fausto almoço com muita comida e bebidas.

Para encurtar a história, Edna Bugni, uma médica mui simpática, baixinha, gordinha, não conseguiu fazer nada no tal ERG, por algum tempo ficou perdida no cargo sem saber o que fazer. Diziam que ela fazia tricô, sei lá. Foi patético. 

            Tempos depois Edna saiu, não me lembro se renunciou, entrou em seu lugar o irmão de Dom Alano Maria Pena, Stanley, logo depois substituído pelo braço direito e esquerdo do prefeito Guilherme, líder do PMDB na época, doutor Francisco Monteiro.

            O ERG morreu de inanição, ingloriamente, sem choro nem vela, foi um fiasco que passou sem deixar rastro. Ponha a barba de molho, doutor Luiz, esse filme da 16ª Região é antigo. E só passa em vésperas eleitorais. Né, Véio?

                                                           PMDB na berlinda?

            PMDB, o maior partido do país, de antigas lutas pela redemocratização do período da ditadura militar, pode voltar a ser um partido decente se forem expurgados de suas fileiras os apadrinhados fisiológicos. Por enquanto, salvo exceções, o PMDB não passa de um partido de políticos aproveitadores, muitos deles suspeitos de integrar “esquemas pesados” de corrupção.    Aqui na província o PMDB passa por renovação de alto a baixo, não se sabe ainda se é para melhor, tem gente boa e outras nem tanto se filiando, esperar pra ver. Será que os tucanos vão devolver a Prefeitura de Itapeva para o novo (?) “manda-brasa”? Como nosso espaço acabou, deixamos os comentários para outra oportunidade.

quarta-feira, agosto 24, 2011

A diversificada tecnologia da corrupção

O Globo - 23/08/2011
 

Assim como o Brasil não foi fundado em 2003, como queria fazer crer a propaganda lulopetista, a corrupção não surgiu nos últimos oito anos na vida pública do país. Mas, reconheça-se, tomou grande impulso a partir de um modelo de montagem de governo em que a principal preocupação não é a busca por melhorias na qualidade da administração, mas a quantidade de votos assegurados no Congresso, para garantir a "governabilidade". Em nome dela, amplas e estratégicas áreas da máquina pública foram cedidas a partidos aliados, com carta-branca para administrarem os respectivos orçamentos, em todo ou em parte, como bem entendessem.
Durante este tempo diversificaram-se os métodos de desvio de recursos do Tesouro de forma ilícita. Há desde a simulação de gastos com marketing e publicidade para retirar dinheiro de estatal (BB/Visanet), como foi feito para ajudar a lubrificar o esquema do mensalão, até métodos clássicos de superfaturamento de obras por meio de aditivos. O golpe está registrado no currículo do PR na administração que fez no Ministério dos Transportes e seu Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit).
Do Ministério da Agricultura, sabe-se da relação promíscua do ex-ministro Wagner Rossi (PMDB) e filho, Baleia, deputado estadual paulista pelo partido do pai, com uma empresa fornecedora de vacinas antiaftosa, e da acusação contra a cúpula da Pasta feita por Jucazinho, por sua vez destituído por desviar dinheiro da Conab. Por ser um ministério entregue ao PMDB com "porteira fechada" - assim como, em alguma medida, foi feito nos Transportes com o PR -, é provável que uma auditoria atenta revele usos e costumes obscuros bastante consolidados. Pode-se imaginar o tipo de rastros que deixou o lobista Júlio Fróes, de livre trânsito na comissão de licitações da Pasta.
Já no Turismo, de Pedro Novais, capturado pelo PMDB maranhense e sua sublegenda do Amapá, onde o senador José Sarney tem base eleitoral, permitiu-se o uso da gazua da emenda parlamentar para o sequestro de dinheiro do contribuinte. O golpe de usar gastos com "formação de mão de obra" por ONGs para justificar a subtração de dinheiro do Erário foi usado no Amapá e, soube-se depois, em Sergipe, por meio de um convênio de tramitação relâmpago pelo ministério.
As alegadas despesas com treinamento serviram para a aprovação a jato de convênio milionário com uma ONG sergipana sem qualquer experiência no que prometia executar: formar 18 mil cozinheiros, garçons, motoristas de táxi, entre outros profissionais, para estimular o turismo no estado. A organização já recebeu R$3 milhões dos R$8 milhões prometidos, embora não houvesse matriculado um único aluno, revelou O GLOBO. O Turismo se candidata a ser outro generoso vazadouro de recursos públicos.
Ao contrário do que alguns pensam, não há "udenismo" nas denúncias, até porque o Brasil de hoje pouco tem a ver com o da década de 50. O Estado tem mecanismos de combate à corrupção, e não há a necessidade de movimentos políticos que tendem a gerar crises institucionais em nome da moralização. Eles não podem é ser impedidos de funcionar.

terça-feira, agosto 23, 2011

UMA DAS RAZES DA CORRUPÇÃO: LOTEAMENTO DE CARGOS


REVISTA VEJA


...


Dos mais de 20000 comissionados, pouquíssimos exibem perfil técnico exigido para as funções que desempenham. 0 resultado desse quadro é a má gestão que continua a emperrar a máquina estatal brasileira. A solução para esse problema é simples, fossem os políticos brasileiros menos fisiológicos e mais racionais. 0 primeiro passo é diminuir dramaticamente o número de funcionários públicos indicados por políticos. Nos Estados Unidos, eles são 2000. No Reino Unido, somente uma centena, aí incluídos os ministros. 0 segundo passo é recrutar, dentro dessa estrutura enxuta, gente com currículo impecável - tanto no que diz respeito à ética quanto à habilitação profissional. 0 terceiro passo estabelecer critérios de meritocracia que para aqueles que cumprem as metas exigidas, entre os comissionados como entre os concordados. Isso já é feito em estados como Minas Gerais e Pernambuco. É exterminando dessa forma a praga do loteamento que se reduz ao mínimo possível o flagelo da corrupção.ÍNTREGRA

segunda-feira, agosto 22, 2011

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sábado, agosto 20, 2011

CAMBADA DE SEM-VERGONHA: O POVO TRABALHANDO E PAGANDO IMPOSTOS E ELES NO BEM-BOM
***
Emenda de ministro libera R$ 1 mi a empresa-fantasma

Firma que erguerá ponte no Maranhão fica em apartamento e usa registro falso

Beneficiada com verbas destinadas pelo atual ministro Pedro Novais, Barra do Corda foi alvo de uma operação da PF


DIMMI AMORA
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA
FELIPE SELIGMAN
ENVIADO ESPECIAL A SÃO LUÍS
FOLHA DE S.PAULO

Recursos assegurados pelo ministro do Turismo, Pedro Novais, para uma obra no Maranhão beneficiaram uma cidade sem nenhuma vocação turística e uma empreiteira fantasma, cuja sede fica em um conjunto habitacional na periferia de São Luís, a capital do Estado.
No ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal, Novais apresentou emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 1 milhão do Ministério do Turismo à construção de uma ponte em Barra do Corda (450 km ao sul de São Luís).
A pasta assinou convênio com a prefeitura em 8 de dezembro e já empenhou (reservou para gastos futuros) todo o valor da emenda. Neste ano a prefeitura fez a licitação, vencida pela Planmetas Construções e Serviços.
A sede da construtora fica num conjunto habitacional de baixa renda em São Luís.
A Folha esteve no local, conhecido como Carandiru, em referência ao antigo presídio de SP. São prédios simples.
No endereço da Planmetas atendeu uma senhora de nome Delí. Questionada sobre um dos dos donos, Roberto Beckenbauer Sagadilha Correa, disse que é seu neto, mas que ele não mora mais ali.
A Folha quis saber se a empresa de fato funcionava.
Delí não soube dizer onde fica a sede. Disse que o neto montou um escritório, mas que também havia mudado.
Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Maranhão, nem Correa nem o outro dono, Francisco Pereira Nunes, constam como engenheiros.

NOME FALSO
No local onde será feita a ponte em Barra do Corda há uma placa da firma na qual consta como engenheiro responsável José Fernando Trindade Junior. Procurado pela Folha, disse que "não trabalha nem nunca ouviu falar na empresa Planmetas".
O registro profissional que está na placa não confere com o de Trindade. Não há nenhum profissional com o registro citado na placa. O Crea também não encontrou nenhum registro dessa obra.
Barra do Corda é a cidade do interior com mais verbas do Turismo: R$ 15 milhões. O valor é dez vezes superior ao das cidades turísticas de Alcântara e Barreirinhas.
Das emendas de Novais, a de Barra do Corda tem o valor maior. Em dezembro de 2010, o Turismo assinou seis convênios com a prefeitura -quatro deles no dia 31.
Em fevereiro, a PF deflagrou operação em Barra do Corda. A Justiça decretou a prisão do prefeito Manoel Mariano Souza (PV), de parentes e de servidores. Ele obteve habeas corpus e não foi preso.

Colaborou FERNANDA ODILLA, de Brasília
 

sexta-feira, agosto 19, 2011

SERÁ QUE VÃO DEIXAR? VAMOS VER. REPARE QUE HÁ, SIM, CONTROLES EFICIENTES PARA INIBIR A CORRUPÇÃO. OS EMPRESÁRIOS USAM TAIS CONTROLES, CLARO, PARA GANHAR MAIS DINHEIRO. OS POLÍTICOS NÃO USAM ... PELO MESMO MOTIVO!

Gerdau defende reforma na gestão de ministérios para reduzir corrupção

Camila Campanerut
Do UOL Notícias
Em Brasília
O presidente do Grupo de Gestão e Competitividade da Presidência da República, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, avaliou nesta sexta-feira (19) que uma melhor gestão nos ministérios pode dar mais transparência às atividades do governo e reduzir as brechas para corrupção.
“É um processo lento, não é solução de um dia pro outro. Acho que a sistemática com transparência e outros mecanismos faz com que a possibilidade de corrupção se reduza enormemente”, defendeu o empresário. MAIS AQUI
 
CAMBADA DE SEM-VERGONHA-2

Petistas temem que ‘faxina’ de Dilma afete Lula

Petistas temem que ""faxina"" de Dilma carimbe gestão de Lula como ""corrupta""
Autor(es): Vera Rosa
O Estado de S. Paulo - 19/08/2011
 

A “faxina” da presidente Dilma Roussef em seu governo, que já derrubou quatro ministros, causa desconforto no PT. Dirigentes, parlamentares e ministros do partido temem que, com a escalada de escândalos, o governo de Lula acabe carimbado como corrupto – todos os ministros que caíram foram “herdados” do ex-presidente. Os petistas acham que Dilma está alimentando a disputa entre aliados.
Parlamentares e ministros da sigla não assumem as críticas publicamente, mas, sob reserva, criticam o estilo da presidente e afirmam que ela está comprando brigas com partidos e sindicatos que poderão prejudicar o projeto eleitoral para 2014
A "faxina" no governo da presidente Dilma Rousseff, que já derrubou quatro ministros em dois meses e doze dias, causa extremo desconforto no PT. Dirigentes do partido, senadores, deputados e até ministros temem que, com a escalada de escândalos revelados nos últimos meses - especialmente nas pastas dos Transportes, do Turismo e da Agricultura -, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva acabe carimbado como corrupto. Todos os abatidos na Esplanada foram herdados de Lula. MAIS
CAMBADA DE SEM-VERGONHA


PT não gosta da faxina de Dilma...

O silêncio constrangido do PT
Autor(es): agência o globo:Maria Lima
O Globo - 19/08/2011
 
Petistas não defendem faxina publicamente e se irritam com termo "herança maldita de Lula"
constrangimento do PT lulista com as ações da presidente Dilma Rousseff, que têm resultado no desmonte de esquemas de corrupção nos ministérios partidários, vem sendo explicitado pela ausência de manifestações públicas de apoio à faxina. Nenhum petista se coloca publicamente contra a limpeza ética no Ministério, mas nos bastidores muitos deles se dizem incomodados principalmente com o fato de ela ter atingido até agora três ex-integrantes do governo Lula. Além deles, o outro que caiu até agora, Nelson Jobim, também foi herdado de Lula.
Internamente, petistas avaliam que a onda de denúncias e demissões alimenta o discurso da oposição de que Lula deixou uma "herança maldita" para Dilma, o que eles repudiam. Além disso, há preocupação de que Dilma fique refém da fórmula adotada de apurar toda denúncia de corrupção, o que poderá impedir que o governo encerre a atual crise, além de a onda poder atingir todas as siglas, inclusive o PT.
- Não concordamos com a tentativa de ataque à herança do presidente Lula. Lula é o nosso comandante. Dilma está constrangendo o PT ao desmontar a imagem de um governo que deu certo - afirmou um experiente petista, de forma reservada.
Um dos mais fiéis aliados de Lula, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) reclama que a oposição, em parceria com a imprensa, está criando essa versão de que Lula deixou uma "herança maldita" para Dilma, "do mesmo jeito que inventou o mensalão".
- Quem inventou a tal da faxina? Vocês criaram essa imagem. Mas a presidente não é faxineira! O Lula não está incomodado nada com isso. Fundamos nosso instituto, não tem nada que nos abala - disse Devanir. MAIS

 

quinta-feira, agosto 18, 2011

COLUNA DO SPC, NO JORANL A GAZETA  

                                          Blefe

            Parecia a todos que o vereador Roberto Comeron (DEM?) queria de fato instituir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) a fim de apurar possíveis irregularidades na aquisição de apostilas da empresa Posigraf pela Secretaria da Educação, a secretaria milionária do município. Ele se queixava pelos cantos que não tinha conseguido a terceira assinatura, já que o vereador Margarido concordara em ser o segundo a assinar. Aí, numa segunda-feira fria, o ex-pupilo da ex-deputada Terezinha de Jesus foi à tribuna da Câmara com cara triste, ar indignado, e fez um apelo angustioso aos seus pares na tentativa de sensibilizá-los da necessidade da CEI. Em vão, todos fizeram ouvidos de mercador, menos a vereadora Áurea, que, na hora, se prontificou a assinar. Porém, no dia em que ela devia assinar, o Comeron pulou pra trás, desistiu da CEI e jogou o abacaxi para o Ministério Público, que o colocou na prateleira, onde deve ficar até o ano que vem. Essa denúncia da compra irregular das apostilas, só vai ser apurada depois das eleições do próximo ano, quando o prefeito e a secretária já estarão em outra. Assim, perdeu-se uma ótima oportunidade de romper a blindagem da Secretaria da Educação e ver se lá está tudo certinho mesmo. Na gestão Wilmar só se descobriu tarde demais. 
Conclusão: o vereador blefou, como quem tinha jogo na mão, a Áurea pagou pra ver, e viu que ele não tinha jogo nenhum, era puro blefe. Mas por que a Áurea foi dizer que assinava? Ela tinha que estragar o teatrinho do colega? Tinha? Malvada.
A encenação do vereador foi muito boa, digna de ator global, até este escriba bocó acreditou. Vozes das calçadas, porém, garantem que a desistência da CEI pelo vereador-artista não foi à toa, tem o dedão comprido do prefeito Cavani, dedão que ele mete onde for preciso. Sabe-se que não é de hoje que entre o vereador e o prefeito rola um clima amistoso... como de compadres na beira da tuia. “Oposição” com chifres?
                                 Tenente Aranha
Não é novidade que a posse do tenente Aranha, no comando da Guarda Municipal, foi bem recebida pela sociedade e, principalmente, pelos comerciantes, já desanimados com a leniência da GM em cumprir seu dever de ofício de zelar pelo patrimônio público, incluindo-se aí, a segurança das lojas. Aliás, até hoje é um mistério indecifrável quais são as atribuições da GM, um comandante diz uma coisa, outro, diz outra coisa, o secretário Luciano quando alguém consegue encontrá-lo na cidade, diz outra, no final das contas, sobra mesmo para a GM só cuidar de prédios das escolas, impedir os manos de quebrar bancos da praça, arrancar galhos de árvores. Coisinhas.
Todavia, ainda não se sabe o que pensa o novo comandante Aranha. Se ele não mudou demais com a aposentadoria, deverá ser bastante eficiente, combativo, dinâmico, pelo menos era assim na Polícia Militar, ele não dava moleza para a malandragem, nem para os barulhentos das madrugadas, corria atrás e mandava recolher o carro cujo som ultrapassasse os limites permitidos por lei. Não tinha medo de autuar rapazotes “filhinhos de papai”, nem apadrinhados políticos. Mesmo antes da lei do silêncio, o tenente Aranha enquadrava esses bagunceiros alcoolizados (e ou drogados), que abusavam do som alto noite afora. O som alto noturno voltou com tudo, falta ver se o Comandante Arainha, mudou ou não mudou. Parabéns ao tenente Aranha.
                                   Cadê o Tarzanzinho?
O vereador Tarzan (PSDB) ultimamente anda muito quieto, isso não é bom. Quando ele fica quieto é sinal que está tramando alguma coisa, nunca é coisa boa. O prefeito Cavani que não se descuide e reze, ande com folha de arruda no bolso, porque esse silêncio do vereador pode ser contra ele; Paulinho de La Rua também deve pôr as barbas de molho, faz tempo que o Tarzanzinho não sacaneia o seu ex-patrão e a vontade de sacaneá-lo pode ter voltado, se o espanholzinho bobear, óh, nele. Domingo na praça, o Paulinho cochichava, sorridente, que já assinara a ficha com os tucanos, ele acredita que será indicado candidato majoritário com as bênçãos do prefeito Cavani. Se não for mais uma arapuca do seu mui amigo Tarzan, tudo bem. Vai firme, Paulinho.
Entrevista - Pedro Simon
O Globo - 18/08/2011
SENADOR DA FRENTE SUPRAPARTIDÁRIA CONTRA A CORRUPÇÃO SONHA REVIVER CAMPANHA COMO A DAS DIRETAS JÁ
'Sociedade tem que liderar o movimento'
Daniel Biasetto
Apesar de nascer desacreditada por alguns colegas, a frente suprapartidária de combate à corrupção e à impunidade lançada no Senado, na última segunda-feira, terá sua primeira reunião oficial na próxima terça-feira, na Comissão de Direitos Humanos. Diversas entidades vão discutir a proposta do grupo liderado pelo senador Pedro Simon (PDMB-RS) de criar um movimento que ganhe as ruas no estilo Diretas Já. Em entrevista ao GLOBO, por telefone, Simon diz já contar com o apoio de 22 senadores e de importantes segmentos da sociedade. "Dilma está fazendo o que seus antecessores não fizeram. Estamos fazendo o movimento para que ela não seja isolada".

Como vai ser a primeira reunião do movimento?


PEDRO SIMON: Na terça-feira será a grande reunião, na qual vamos discutir os caminhos a serem seguidos juntamente com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). Já na quarta-feira, a OAB vai lançar o Observatório da Corrupção, e, depois disso, vamos nos reunir na Universidade de Brasília com os jovens e depois na OAB do RS. O convite à UNE será definido na primeira reunião.

O senhor chegou a fazer um paralelo com as Diretas Já...

SIMON - Quando nós lançamos as Diretas Já, e eu fui o presidente da comissão, o movimento caiu na piada, ninguém levou a sério, os generais ditadores se irritaram de um lado, o empresariado do outro, toda a imprensa, ninguém levou a sério. Mas o povo começou a sair na rua, o movimento começou a crescer e deu no que deu. A ditadura acabou.

Qual o principal objetivo da frente?

SIMON: O que a gente quer agora é fazer o movimento pela ética, pela moral, pela seriedade, e que a sociedade participe. Se ficar só no Congresso, só no Executivo e só no Judiciário, não vai acontecer nada. Se a sociedade disser chega de impunidade, vamos realmente fazer as coisas acontecerem.

Não há conflito com a CPI da Corrupção?

SIMON: O Alvaro Dias diz isso, mas é o seguinte: eu assinei a CPI da Corrupção. Mas agora, nesse momento, são duas posições diferentes. O Alvaro é o líder do PSDB e quer criar uma CPI para desgastar o governo, fazer oposição. Nós queremos um entendimento para ter a possibilidade de iniciar o fim da impunidade. Uma coisa não está ligada à outra.

Apenas 10% do Senado apoiando o movimento não é muito pouco?

SIMON: Hoje não temos praticamente nada. Se bem que tem muito mais do que no início da campanha das Diretas. Por isso, temos que ver se a sociedade vai aceitar, se o povo vai iniciar um grande movimento pelo fim da impunidade no Brasil. Mas se você analisar, na segunda-feira, 22 senadores se manifestaram a favor.

A corrupção está centralizada em qual setor?

SIMON: Na impunidade. Todo mundo rouba à vontade e ninguém vai para cadeia. Esse é o problema. Não pense que corrupção é coisa do Brasil. No mundo inteiro tem corrupção, mas no mundo inteiro o corrupto vai para cadeia. Repare no escândalo que fizeram aqui com as algemas? No Brasil, a impunidade é uma pífia realidade.

Como o senhor vê ações de Dilma contra a corrupção?

SIMON:Estou vendo com simpatia, porque o Fernando Henrique e o Lula não fizeram nada nesse sentido, não tomaram nenhuma decisão. O Lula, quando nós fomos lá cobrar a história do Waldomiro (Waldomiro Diniz, subchefe da Casa Civil) que praticou (corrupção), ele deixou. Quando nós quisemos tirar a CPI, ele não deixou. A Dilma já demitiu de cara o maior amigo dela, o chefe da Casa Civil (Antonio Palocci). E já demitiu três ministros. Então, ela está tomando uma posição que os outros não fizeram em 16 anos.

NUNCA ANTES NESTE PAÍS ...

"Corrupção atinge níveis inimagináveis", dizem delegados

Autor(es): Fausto Macedo
O Estado de S. Paulo - 18/08/2011
 
Em manifesto, membros da Polícia Federal acusam políticos "padrinhos" de servidores corruptos de questionar metodologia dos agentes para tirar o foco das denúncias Delegados da Polícia Federal, inconformados com ataques que a corporação recebe a cada operação, lançaram manifesto por meio do qual lamentam que "no Brasil a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis". Destacam que "milhões de reais, dinheiro do povo, são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades". "Quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a público e se dizem "estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal"", afirma o documento, subscrito pela Associação Nacional dos Delegados da PF, uma das principais entidades da classe que detém atribuição constitucional para presidir inquéritos sobre desvios de recursos do Tesouro. "No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada", assinala o protesto. "Estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada. Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas." Eles ponderam que "em todos os países a doutrina policial ensina que o preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende". Os delegados recorrem ao criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula, que um dia declarou: "A Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos." Trecho do documento soa como um alerta: "Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos. De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos". "Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro", argumenta Bolivar Steinmetz, presidente da associação. "Após ser preso, qualquer criminoso tenta desqualificar o trabalho policial. Quando ele (criminoso) não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar." Segundo os delegados, "altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas".

quarta-feira, agosto 17, 2011

Do blog do Reinaldo

17/08/2011
às 16:38

Parlamentares de oposição fazem ato por CPI da Corrupção

Parlamentares de oposição fazem ato em defesa da CPI da Corrupção (Foto: G1)
Parlamentares de oposição fazem ato em defesa da CPI da Corrupção (Foto: G1)
Do Portal G1:
Parlamentares de oposição promoveram um ato público na tarde desta quarta (17) no Salão Verde da Câmara com a finalidade de buscar apoio para a instalação no Congresso de uma CPI mista da Corrupção.

O deputado ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, afirmou que a CPI já conta com as assinatura de 92 deputados e 19 senadores. Para ser instalada, a comissão mista necessita do apoio de 171 deputados e 27 senadores.
“Queremos superar a maioria governista pela mobilização da sociedade”, afirmou ACM Neto. Os oposicionistas lançaram um site que relaciona os deputados que assinaram o requerimento de criação da CPI.
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, agosto 16, 2011

Do blog do Reinaldo

Voto distrital - Ou se aprimora a democracia, ou o país vai à breca!

Inexiste no mundo um modelo político que seja absolutamente imune à ação dos corruptos. Ao contrário do que pode supor o senso comum, o melhor remédio contra a corrupção ainda é a democracia. As ditaduras não só se caracterizam por ser notavelmente corruptas como transformam seus vícios em virtudes. Os leitores certamente andam um tanto enfarados com a política no Brasil. Não sem razão. De fato, nunca se assistiu a tal estado de coisas. Se é assim, a nossa democracia é, então, mais corrupta do que foi a ditadura militar, por exemplo? Certamente! Estaria eu me contradizendo. Só aparentemente.
Se quisermos romper o ciclo infernal em que se meteu a política brasileira, será preciso radicalizar a democracia — no caso, a democracia representativa. O Brasil está se transformando na República dos ladrões em razão do nosso déficit democrático. Por isso mesmo, é preciso que nos mobilizemos — sim, leitor, eu, você, todos aqueles com quem falarmos e que estejam em nosso radar — para ir à raiz da questão. O Brasil precisa fazer uma reforma política — e sei que não é fácil — para instituir no país o voto distrital. A corrupção só existe, é claro, porque existem os corruptos. Eles estão em todo canto. Mas há modelos que são mais e há modelos que são menos amigáveis com os  canalhas. Esse que está em vigência no Brasil é a verdadeira Disneylândia dos safados, dos aproveitadores, dos batedores de carteira, dos assaltantes do dinheiro público. E a ascensão do PT ao poder só extremou o que já havia de pior no Brasil. Explico.
O presidencialismo brasileiro depende em larga medida do Congresso. Um presidente da República, ainda que tenha um poder enorme, certamente fará um governo pífio se tiver uma maioria congressual que lhe faça oposição. Por isso se formam as coligações antes das eleições e os acordos depois. A farra partidária brasileira sempre leva o eleito de turno às compras. Como o estado brasileiro detém uma máquina gigantesca, faz-se a já conhecida distribuição indecorosa de cargos, e a gestão da coisa pública acaba se confundindo com a mera ocupação de espaços no aparelho estatal. Já não é um espetáculo bonito de se ver, mas isso ainda não caracteriza o lupanar em que se transformou a vida pública brasileira. Afinal, governar com aliados é mesmo do jogo.  Noto à margem que, se o estado brasileiro fosse menor, diminuiria o número de canalhas. Este é diretamente proporcional ao tamanho daquele. Mas mesmo esse presidencialismo que se convencionou chamar de coalizão pode ser exercido com padrões morais mais elevados do que isso que temos visto. É preciso mudar — e temos de nos mobilizar para isso, ainda que a luta seja longa — o sistema de representação.
Pensemos um pouco. Boa parte dos males da política brasileira deriva do fato de que os cidadãos não têm o menor controle do Congresso, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores. Conte até cinco e diga em quem você votou nas eleições passadas para esses cargos. Quase ninguém lembra. O sistema proporcional, atualmente em vigor — que manda para as casas legislativas os candidatos mais votados depois de definido o quociente eleitoral dos partidos —, é um modelo parido pelo capeta. Parece especialmente pensado para alijar a população da política.
Seu pior e mais escandaloso defeito é transformar a Câmara Federal, as Assembléias e as Câmaras dos Vereadores num circo que reúne, com as exceções de sempre, lobistas dos mais variados tipos: de empresas, de sindicatos, de categorias profissionais, de igrejas e, nos últimos tempos, das ditas “minorias”. Esses parlamentares deixam de representar a população — a quem não precisam prestar contas — e passam a atuar como representantes do lobby que os elegeu. É o sistema perfeito para criar os candidatos das máquinas milionárias — especialmente as de caráter sindical (do trabalho ou do capital, pouco importa) — e as celebridades da hora (Tiriricas, Romários e Popós…).
Num modelo em que os partidos tivessem de indicar nomes para disputar o voto em distritos, os candidatos teriam de falar com o conjunto da população de uma área limitada — que será, necessariamente, mais plural do que o público de um sindicato, de uma categoria profissional ou de uma “minoria”. Os candidatos a deputado federal, a deputado estadual e a vereador seriam obrigados, no modelo distrital, a prestar contas à comunidade na qual têm sua base eleitoral: é lá que disputam uma espécie de eleição majoritária com nomes indicados por outros partidos. O eleito do “Distrito X” vai representar o conjunto das pessoas do seu distrito — homens, mulheres,  trabalhadores, empresários, estudantes, héteros, gays, católicos, evangélicos… As casas legislativas deixariam de ser esse triste amontoado de corporações de ofício que vemos hoje.
A batalha pelo voto distrital é difícil, sei disso. Afinal, ele teria de ser instituído, num ambiente de reforma política, com os votos daqueles que  são beneficiários do modelo em vigor. A dificuldade é grande! Mas temos de insistir nessa idéia para 2012,  2014, 2018, quando der. Uma coisa é certa: sem a pressão da sociedade, isso não vai acontecer. O PT, por exemplo, não só rejeita o voto distrital como defende o voto em lista fechada. Eleitores votariam no partido. Definido o número de cadeiras, assumem as vagas os definidos previamente. Vale dizer: o PT quer aumentar o nosso déficit democrático.
Não sou ingênuo — não muito ao menos. Um peemedebista da turma de Sarney ou Temer será sempre o que é, pouco importa se eleito pelo sistema proporcional ou distrital.  A questão é outra: em que modelo o seu trabalho pode ser acompanhado mais de perto?; em que modelo ele pode ser mais cobrado?; em que modelo a sua má conduta tem mais chances de ser punida? Larápios que representam corporações e lobbies tendem a ser eleitos pelos seus pares, ainda que, com freqüência, atentem contra os interesses do conjunto da população. Precisamos de deputados que não sejam “do setor de ensino”, “do sistema financeiro”, “dos metalúrgicos”, “dos bancários”, “dos sem-isso-e-sem-aquilo”; precisamos, em suma, de representantes do povo que representem o povo, não uma corporação de ofício. O custo de campanha, como efeito colateral, cairia enormemente. Afinal, o candidato não teria de ficar amealhando votos numa área territorial imensa.
Há um grupo de pessoas empenhadas em levar adiante essa batalha. Visite o site www.euvotodistrital.org.br. Reitero: não se trata de uma tese salvacionista; não estamos diante “da” resposta para todos os males. Trata-se apenas de uma mudança saudável, que ampliaria a democracia. O movimento quer colher um milhão de assinaturas para que se tenha tempo de votar uma emenda que institua o voto distrital já nas eleições municipais de 2012. Falta muita coisa. Até agora, há 22 mil assinaturas. Vai dar? Não sei. Qualquer mudança tem de ser votada até outubro. Se não for possível para 2012, que se tente para 2014 ou para depois.
Pudéssemos mudar a consciência de todos os homens e direcioná-los sempre para o bem, não precisaríamos de voto distrital ou proporcional. Nem mesmo precisaríamos de votos ou eleições. Estivessem todos imbuídos do bem comum, pronto! Seria a paz perpétua. Infelizmente, as coisas não se dão assim em sociedade. É preciso criar mecanismos e instituições que dificultem o trabalho dos maus e dêem relevo à obra dos bons.
Eu os convido a entrar na campanha em favor do voto distrital. Não vamos melhorar a democracia brasileira se não melhorarmos a qualidade da representação. Essa é uma boa luta!
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, agosto 12, 2011

JEITO PETISTA DE GOVERNAR: A CADA DIA, UM ESCÂNDALO


O MPF (Ministério Público Federal) entrou com ação na 1ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal acusando cinco ex-servidores do MinC (Ministério da Cultura) e da FUB (Fundação Universidade de Brasília) por fraude em licitação, desvio de recursos e superfaturamento em contratos feitos para a organização do evento Ano do Brasil na França, realizado em 2005. A FUB e a União também são acusadas na ação. De acordo com o MPF, o evento custou mais de R$ 27 milhões aos cofres públicos.
O MPF diz que os acusados se aproveitavam da dispensa de licitação para contratar instituições de ensino e pesquisa sem fins lucrativos para facilitar o desvio, entre elas a FUB, que, também, sem licitação, subcontratou cinco empresas privadas para executarem o contrato. MAIS
COLUNA DO SPC, NO JORNAL A GAZETA

Recordações


            Já contei, aqui, que a minha estréia na imprensa itapevense em 1959 foi no Jornal de Itapeva, jornal confeccionado (esse é o termo exato) pelo saudoso Padeiro, Joaquim Bueno Machado, e por seus auxiliares, José B. Faria (Nha Mina) e José B. Lima (Praxedes) que montavam as páginas do jornal, com as pontas dos dedos, letra por letra (tipos de chumbo colocados um a um no quadro da página). As raras fotos eram reproduzidas em clichês em preto e branco. As revisões a cargo de Zezinho Ferrari e cônego Benjamim. Assim que Tito Cerione fechou o seu jornal, o Padeiro fundou a Folha do Sul, em 1960, continuei a escrever regularmente, até o golpe militar de 64. Aí, só voltei a escrever em 83 nos jornais, Repórter e Tribuna Sul Paulista, por curto período, pois em 85, com a reabertura da Folha (que fechara), agora sob o comando do Zé Bueno e Antônio Lages (de Itararé), voltei e só parei quando outro dono do jornal, Davi Panis, me eliminou do jornal, sem choro nem vela, em julho de 2008. Aí estive por quase dois anos no Itanews e agora aqui na Gazeta. Até quando? Não sei.

            Porém, o Davi não foi o único a tentar me calar, nos bons tempos do Padeiro, volta e meia, os saudosos Zezinho Ferrari e cônego Benjamim tiravam meus artigos da pauta, o Padeiro ficava chateado, mas não podia contrariá-los, precisava deles no jornal. Também no período Zé Bueno/Lages, fui vetado a pedido do padre Alampe! 

Ao ser censurado em toda imprensa, lancei meus famosos boletins quinzenais, que o Zé Bueno imprimia de graça e eu deixava um punhado nas escolas, na Rede Felimar, do saudoso Dema, Câmara, Prefeitura etc. meio alternativo que foi de meados 85 até março de 1986, quando Davi/Ricardo me chamaram de volta para a Folha. Posso dizer, sem gabolice, que na região sou o jornalista mais antigo, vivo e atuando. E também o que teve mais processos judiciais por calúnia, injúria e difamação, e apenas uma condenação em um processo movido pela ex-deputada Terezinha de Jesus. Paguei uma cesta básica. O período que tive mais processos foi na gestão Brugnaro, Wilmar nunca me processou e Cavani, por enquanto, não, mas ele ainda vai ter a sua chance.
                                             Novos tempos

Por que essas recordações, agora? Porque hoje a imprensa está, mais que antes, no auge de suas atribuições ao preencher a lacuna deixada pelos Legislativos, municipais, estaduais e federal, onde os parlamentares ao fazer acordos espúrios com o Executivo, deixam de cumprir seu dever de ofício de denunciar a corrupção que se alastra como praga pelas prefeituras do país e nos demais escalões do poder.  

No governo federal, as denúncias de corrupção só estão sendo denunciadas pela imprensa, os deputados e senadores fazem de conta que não sabem de nada, nem mesmo os da “oposição”. Nos municípios esse costume vem de muito mais tempo, vereadores se compõem com o prefeito e o deixam à vontade, sem amolação, para fazer o uso que quiser dos recursos públicos. Se o Tribunal de Contas vier a descobrir irregularidades e rejeitar as contas da Prefeitura, a Câmara aprova e as falcatruas ficam por isso mesmo.

Se a imprensa local não correr atrás do prejuízo e denunciar ao Ministério Público as eventuais falcatruas descobertas, graças ao descuido de algum funcionário municipal, tudo fica esquecido sob o manto da impunidade. E os corruptos agradecem. 

           Em Itapeva a Câmara, sob a presidência do vereador Paulo de La Rua, é quase uma inutilidade pública. Hoje a principal função do Legislativo é referendar os atos do prefeito, dar nome a ruas e escolas e, sobretudo, distribuir centenas de honrarias, sem critério, salvo raras exceções; essa distribuição desenfreada de “honrarias” aos cidadãos desavisados é uma forma esperta de relações públicas dos vereadores e do presidente da Câmara (as eleições vêm aí), uma espécie de marketing que esconde a incapacidade deles de cumprir o verdadeiro papel para o qual foram eleitos: trabalhar sério pela população. Ano próximo o eleitor fique de olho, é preciso renovar 70% dos vereadores.

quinta-feira, agosto 11, 2011

CORRUPÇÃO  INCENTIVADA PELO LULISMO


Nem pensar em ir à raiz do problema: os incentivos de Lula, por ação ou omissão, à montagem de uma rede de quadrilhas na administração federal como decerto nunca antes se viu na história deste país.  EDITORIAL/ESTADÃO

terça-feira, agosto 09, 2011

Jogo da memória

Terça, 09 de Agosto de 2011, 00h00
Xico Graziano, ESTADÃO Quem não se comunica se estrumbica. O conselho do saudoso Chacrinha parece ter atingido a turma da roça, acostumada a levar paulada da opinião pública. Surgiu uma campanha de mídia para valorizar a agricultura. Tomara que funcione.

"Sou agro", diz o mote principal da campanha, que, segundo o ex-ministro Roberto Rodrigues, articulador do movimento, concretiza uma ideia cultivada há tempos. Ferrenhamente, ele defende, com conteúdo e graça, a necessidade de mostrar ao cidadão a importância da agricultura na vida da sociedade. Comunicação, afinal, é a alma do negócio.

Ninguém valoriza o que desconhece. O difícil jogo da mensagem começa por esclarecer a força econômica do campo. O Brasil deixou de ser essencialmente agrícola. Mas sua agropecuária movimenta um complexo produtivo que, desde antes da roça até o consumo, representa cerca de um quarto das riquezas do País.

O dinamismo do agro tem superado a média nacional. Entre 1980 e 2008, o PIB agropecuário cresceu à média de 3,8% ao ano, enquanto o PIB geral se expandiu à taxa de 2,8%. Valiosa, e desconhecida, informação. No interior do Brasil, quando a agricultura vai bem, o comércio se movimenta, o emprego se aquece, as pessoas se alegram.

Assusta o mundo o Brasil agropecuário. O saldo das exportações menos importações gerou, ano passado, superávit de US$ 61 bilhões. Muita gente não sabe disso. São, porém, as exportações do agronegócio que pagam a conta das mercadorias importadas. Sem as divisas oriundas da soja, de carnes, café, açúcar, suco de laranja, frutas, celulose, o padrão de consumo dos brasileiros estaria bem abaixo do atual. E a inflação, mais elevada.

Sobram desempregados nos grandes centros urbanos. Nas movimentadas regiões agrícolas, ao inverso, faltam trabalhadores para a faina, como agora na colheita nos cafezais mineiros e capixabas. Em todo o Centro-Oeste, requerem-se operadores de máquinas e gerentes de produção, com salários que dobram a média nacional. Chega a ser surpreendente.

Nada disso aconteceria sem a incrível modernização tecnológica que transformou a produção agropecuária nos últimos 30 anos. Mas o passado condena. O brilho da modernidade rural se ofusca nas reminiscências do coronelismo e do escravismo, somadas às do desmatamento histórico, marcas indeléveis cravadas nas costas dos fazendeiros.

Aqui reside o grande desafio do marketing rural: superar a imagem negativa herdada do sistema latifundiário, substituindo os traumas idos pelas benesses presentes. Difícil jogo da memória coletiva.

Novos obstáculos se criaram, obviamente, pelas luzes da urbanização. Rápido demais, no processo do êxodo rural se gerou uma espécie de rejeição ao modo antigo de vida, depreciando os pés sujos, que ficaram para trás. Infelizmente, o Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, mais alguns filmes de Mazzaropi destruíram a reputação do homem do campo. Uma tragédia cultural.

Começa, recentemente, a ser vencida essa sina. Em face dos dramas da violência e da poluição, famílias retornam ao interior, encontrando bom emprego e melhor qualidade de vida. Jovens citadinos vestem-se de xadrez para agradar às meninas nas festas de peão boiadeiro. Chácaras servem de palco para o bom churrasco do fim de semana campestre. Turismo de aventura se embrenha nas matas. Revaloriza-se o espaço rural.

Está correta a campanha "Sou agro" ao destacar o vínculo, geralmente inconsciente, das pessoas com as coisas da terra. Começa pelo alimento. Parece banal, mas muita gente perdeu a noção da labuta rural no provimento da própria mesa. Alimentos processados e embalados escondem sua verdadeira origem.

Arroz dá em árvore ou no cacho? Brincadeiras à parte, falta transmitir conhecimentos básicos para mostrar que o labor agrário se espraia pela sociedade. Os jovens, certamente, pouco se lembram dos cotonicultores ao vestirem seus cômodos jeans. Muito menos os santistas sabem que aquele memorável gol do Neymar, na Vila Belmiro, contra o Flamengo contava com a presença da pecuária no couro da bola de futebol.

Na cevada que fermenta a cerveja, no látex da seringueira que estica a camisinha, na celulose do eucalipto que fabrica o caderno escolar, na sola do sapato, no tanque de combustível do carro, no xampu, no chiclete, por onde se procura facilmente se encontram, transfigurados em mercadorias, rastros da agropecuária.

A turma da roça está feliz, até mesmo orgulhosa, escutando no rádio e vendo na televisão atores famosos falando bem do seu mundo. Em geral, nos noticiários, quando sai assunto sobre a agropecuária, só ressalta o lado negativo. E nas novelas, caricaturas ridículas obrigam jovens atores ao linguajar caipira sem nunca terem eles visto uma galinha na vida.

Eu desconheço o resultado que essa campanha de mídia agora trará. Mas de uma coisa tenho certeza: as lideranças da agropecuária também precisam ajudar a melhorar a sua imagem na sociedade. Começa pela renovação, das posições e dos antigos discursos. Deixem os jovens ocupar o seu lugar.

Não custa, também, acertar o vocabulário. Não me refiro ao linguajar do erre carregado. Falo do cuidado com os termos. Noutro dia, por exemplo, lá em Ribeirão Preto, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, empolgado, desatou a discursar: "Aqui está a cadeia do café, ali vejo a cadeia do etanol, lá a cadeia do boi...". Coisa mais pejorativa!

Cadeia é lugar de bandido. Agronegócio já anda uma palavra estigmatizada. Agora, referir-se à cadeia produtiva excluindo seu complemento adjetivado complica mais. Economiza palavra, mas destrói a comunicação da turma da agropecuária.

Assim, nem Lima Duarte e Giovanna Antonelli resolvem isso!



AGRÔNOMO, FOI SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO.
E-MAIL: XICOGRAZIANO@TERRA.COM.BR
ETA PETEZADA: A CADA DIA, UM ESCÂNDALO


UOL NOTÍCIAS:

PF prende secretário-executivo do Ministério do Turismo

FERNANDA ODILLA
DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA
FLÁVIO FERREIRA

A Polícia Federal prendeu nesta manhã o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, e o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moyses, na operação Voucher, que investiga desvios relacionados a convênios de capacitação profissional no Amapá. Ao todo, 38 pessoas foram presas.

Costa foi nomeado em janeiro pelo ministro Pedro Novais (PMDB), e Moysés dirigiu a Embratur até o meio deste ano. Moyses é ligado ao PT e assessorou a ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy. Colbert foi indicado pelo ex-deputado Geddel Vieira Lima.



Na ação, com cerca de 200 policiais federais, divididos em São Paulo, Brasília e Macapá, a PF está cumprindo 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, são investigados também funcionários do Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável) e empresários.

Em São Paulo, foram presas 12 pessoas, sete em prisão preventiva e cinco temporária. Entre os detidos em São Paulo, está o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo Colbert Martins da Silva Filho.

Os detidos serão levados para o Amapá.

CRISE FEDERAL

Desde junho, o governo federal enfrenta uma série de escândalos em vários ministérios que já levaram à queda dos ministros (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes) e Nelson Jobim (Defesa).

Denúncias de corrupção e irregularidades em licitações atingiram os ministérios da e . Este último teve mais de 20 funcionários afastados.

As pasta de e também respondem por irregularidades.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Os escolhidos do governo

Segunda, 08 de Agosto de 2011, 00h00 -

ESTADÃO - EDITORIAL

À decepção que o anúncio do pacote de apoio à indústria causou, pela timidez do conjunto e pela indefinição das regras e da amplitude de muitas de suas medidas, agora se soma a surpresa com a medida provisória e as novas decisões que fazem parte do Plano Brasil Maior, como o governo o denominou. Um programa financiado com recursos públicos, que já cumpriu seu papel e por isso tinha data para acabar, será prorrogado por mais um ano e ampliado. Setores industriais que gozam de benefícios especiais desde a chegada do PT ao governo serão novamente agraciados com vantagens fiscais, mesmo que continuem a apresentar excelente desempenho no que se refere à produção, vendas e geração de emprego. Já o enfrentamento do real desafio da indústria, que é o aumento de sua capacidade de competir globalmente, continua a aguardar medidas concretas.

domingo, agosto 07, 2011

LULOPETISMO: "Nacional Desenvolvimentismo às Avessas":

***

Dependência econômica

Merval Pereira, O Globo
No momento em que o governo Dilma reconhece o perigo da desindustrialização e lança um programa de incentivo à indústria nacional, com medidas protecionistas que, em alguns casos, repetem erros do passado, criando reservas de mercado que podem gerar uma indústria sem competitividade, o economista Reinaldo Gonçalves, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, publica um trabalho em que pretende demonstrar que, ao contrário do que seus seguidores defendem, o projeto econômico do governo Lula se caracteriza pelo que o economista chama de "Nacional Desenvolvimentismo às Avessas".
Ele classifica seu trabalho como uma crítica "aos analistas que identificam três traços distintivos do Governo Lula: a realização de grandes transformações; a reversão de tendências estruturais; e a predominância da visão desenvolvimentista nas políticas a partir de 2005".
Para Gonçalves, o que se constata claramente é: desindustrialização, aumento das importações (que chama de "desubstituição de importações"); reprimarização das exportações; maior dependência tecnológica; maior desnacionalização quando se desconta a expansão das três maiores empresas do país ligadas à exploração de recursos naturais (Petrobras, BR Distribuidora e Vale); crescente vulnerabilidade externa estrutural em função do aumento do passivo externo; e crescente dominação financeira, expressa na subordinação da política de desenvolvimento à política monetária focada no controle da inflação.
Ele dividiu o estudo em seis partes:
Estrutura produtiva: Desindustrialização e desubstituição de importações
A participação da indústria de transformação no PIB reduz-se de 18% em 2002 para 16% em 2010. Neste período, a taxa de crescimento real do valor adicionado da mineração é de 5,5%; da agropecuária, 3,2%, e da indústria de transformação, 2,7%. "Os diferenciais entre estas taxas de crescimento informam um processo de desindustrialização da economia brasileira no Governo Lula", afirma.
O processo de desindustrialização é acompanhado pela desubstituição de importações. Segundo o estudo, o coeficiente de penetração das importações aumenta, de forma praticamente contínua, de 11,9% em 2002 a 18,2% em 2008.
Padrão de comércio: Reprimarização das exportações
No Nacional Desenvolvimentismo, a mudança do padrão de comércio significa menor dependência em relação às exportações de commodities. Ao contrário, mostra o estudo de Gonçalves, no Brasil de Lula a participação dos produtos manufaturados no valor das exportações mostra clara e forte tendência de queda (56,8% em 2002 para 45,6% em 2010), enquanto há tendência igualmente clara e forte de aumento da participação dos produtos básicos (25,5% em 2002 para 38,5% em 2010).
Progresso técnico: Dependência tecnológica
No Governo Lula, verifica-se também o processo de maior dependência tecnológica. O indicador usado é a relação entre as despesas com importações de bens e serviços intensivos em tecnologia, e os gastos de ciência e tecnologia, que aumenta de 208% em 2002 para 416% em 2010. "Ou seja, há duplicação do grau de dependência tecnológica".
O chamado "déficit tecnológico", a diferença entre o valor das importações de bens altamente intensivos em tecnologia e maior valor agregado e dos serviços tecnológicos e o valor das exportações destes bens e serviços, aumentou significativamente, de US$ 15,4 bilhões em 2002 para US$ 84,9 bilhões em 2010.
Estrutura de propriedade: Desnacionalização
No Nacional Desenvolvimentismo, há preferência revelada pelo capital nacional, público ou privado, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade externa. No Governo Lula, se descontada a grande influência das três maiores empresas (Petrobras, BR Distribuidora e Vale), teremos uma boa idéia do grau de desnacionalização da economia brasileira, segundo Gonçalves.
O trabalho mostra que houve aumento da participação das empresas estrangeiras no valor das 497 maiores empresas no país: 47,8% em 2002 e 48,5% em 2010.
O autor admite, no entanto, que são mudanças "pouco expressivas" quando se considera o período de oito anos do Governo Lula..
Vulnerabilidade externa estrutural: Passivo externo crescente
No Governo Lula há aumento significativo do passivo externo total do país, que passa de US$ 343 bilhões no final de 2002 para US$ 1,294 trilhão no final de 2010.
O passivo externo aumenta de US$ 260 bilhões em 2002 para US$ 916 bilhões em 2010. Considerando as reservas internacionais de US$ 300 bilhões, "verifica-se que o passivo externo financeiro do país é 3 vezes o valor das reservas no final de 2010".
O saldo da conta de transações correntes em relação ao PIB mostra nítida tendência de queda a partir de 2005, e torna-se negativo a partir de 2008. As projeções do FMI apontam que o Brasil deverá experimentar recorrentes déficits de transações correntes do balanço de pagamentos — de 3,0% a 3,5% —, que crescerão de US$ 60 bilhões em 2011 para US$ 120 bilhões em 2016.
Política econômica: Dominação financeira
No Governo Lula a taxa média de rentabilidade dos 50 maiores bancos é sempre superior à das 500 maiores empresas.
De 2003 a 2010, a taxa média de rentabilidade das maiores empresas é de 11% e a taxa dos bancos é 17,5%.
"Além do abuso do poder econômico, os bancos se beneficiam da política monetária restritiva caracterizada por elevadas taxas de juro", analisa Reinaldo Gonçalves.
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